Cuando el malón ataca, suscita vergüenza ajena y propia
Re: [Ègbé ti Bàáyin] Nuevo comentario en el blog Segregação e intolerância nas eleições gubernament...
Mi muy estimado Milton t'Xango, hace mucho que no veo novedades en esta tu página y aunque no lo creas era para mi muy interesante e importante seguirlas, deseando que solo se deba a un problema de mi sistema o a un exceso de gratas actividades por tu parte, te pido me comentes si es que debo buscar por otra dirección.
Deseando que estes bien tú, tu señora, hijos y nietos (incluidos también los de la familia de orixa) te saludo con afecto desde lejos.
Fuerte abrazo cordial de,
Javier t'OSun Iyeponda Mirere
S/C de Tenerife
Publicado por Javier t'Oşun Iyeponda Mirere para Ègbé ti Bàáyin a las 24 de enero de 2011 16:45
Segregação e intolerância nas eleições gubernamentais brasileiras
Esse plano previa a legalização fundiária dos imóveis ocupados por terreiros de umbanda e candomblé e até o tombamento de casas de culto.
Ele seria lançado no último dia 20 de janeiro, às vésperas do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, mas, na última hora, o governo recuou, “para evitar novos atritos com evangélicos e a Igreja Católica em ano eleitoral”
Segundo o jornal Estado de São Paulo (janeiro/2010), “desde o ano passado, Dilma tem feito esforços para se aproximar de católicos e evangélicos, sendo preciso evitar novos embates que possam criar ruídos de comunicação e prejudicar sua campanha”. Por isso, segundo ainda o jornal, desde o ano passado, a ministra tem feito todos os esforços para se aproximar tanto de católicos quanto de evangélicos e já percorreu várias igrejas.
Diante de uma plateia de praticantes de umbanda e candomblé, que se reuniram no último dia 20 no Ministério da Justiça, plateia esta composta de dirigentes de terreiros vindos de várias partes do Brasil, foi anunciado o adiamento da inclusão da preservação dos terreiros do Plano.
Surpreendente mesmo foi a declaração do coordenador do Plano, Alexandro Reis, responsável pelas Políticas para Comunidades Tradicionais. Segundo ele – no intuito de justificar a exclusão dos terreiros – “a preocupação do governo é que, por motivos eleitorais, o governo precisa pactuar com evangélicos e católicos, por causa das eleições deste ano”
Para o pastor Ronaldo Fonseca, presidente do Conselho Político da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, “o governo não deve gastar dinheiro com tombamento de terreiros”. Não se sabe ainda a opinião desse senhor sobre as centenárias igrejas católicas preservadas por todo o país graças à política de tombamento que existe há décadas. Qual é o significado desse tipo de atitude que espelha o medo de perder votos ao se negar a reconhecer a inquestionável importância dos cultos afrobrasileiros?
A atitude da candidata a presidente Dilma Roussef exige nossa atenção para as eleições deste ano. Que tipo de governo teremos nos próximos 4 anos? Um governo que ignora a existência de milhões de brasileiros adeptos dos cultos afros? Um governo que se alquebra, que fica de quatro diante de católicos e evangélicos? Isso significa continuar entregando mais e mais concessões de rádio e TV às seitas eletrônicas que as utilizam para ofender e vilipendiar umbandistas e candomblecistas? É isso que nos espera?
Temos o direito de saber o que nos aguarda no próximo governo: um tratamento igualitário e justo, ou um tratamento sectário, de isolamento dos umbandistas e candomblecistas. Os seguidores dos cultos afros enfrentaram os senhores de engenho e a Igreja durante a colonização. Enfrentaram a Polícia na primeira metade do século passado. Nos últimos 30 anos, enfrentam os fanáticos das seitas evangélicas. E hoje, surpreendentemente, são vítimas de interesses eleitorais.
Impossível votar na Dilma, que discrimina umbandistas e candomblecistas para ‘agradar’ os evangélicos dentre os quais existem fanáticos que agridem e ofendem diariamente a crença de quase 30 milhões de brasileiros.
Un candidato a vice bien virgen...
Sobre todo porque un vicepresidente debe, en casos puntuales, encargarse del gobierno de un país y ésto significa gobernar para todos, incluidos espiritistas, umbandistas y africanistas. Si dice casi con orgullo esa enormidad, es posible que la contraparte que se niega a decir pero surge por elevación sea "porque Brasil es una tierra de cristianos blancos despegando hacia el Primer Mundo".
Señor Temer, el saber no ocupa lugar. Más de alguna vez le tocará en caso de llegar a ocupar ese puesto para el que postula la oportunidad de ser invitado a celebrar un aniversario con la colectividad judía, o con la musulmana, o con los bahai's y resultaría chocante decirles "no voy porque no son cristianos". Si usted fuese un brasileño normal -es decir abierto, escucha de música popular, mulatón o cuarterón, eso no importa, amante de la cerveza y del samba, catador de cachaça y torcedor de Flamengo- sabría que no peca contra Cristo si pone un pie en una sesión espírita, si asiste a una gira de caboclos o si comparte con los demás un jeum de candomblé o una mesa de batuque. Aunque usted no lo crea, el espíritu cristiano se encuentra más a sus anchas en estos lugares a los que usted desconoce con tanto orgullo que en los que se dicen y se etiquetan como cristianos. En estas religiones populares se vive la solidaridad tal como la predicó Cristo, comiendo y bebiendo con prostitutas, con publicanos y fariseos. En estas religiones mestizas el amor al prójimo es tal que no existen distinciones de sexo, color de piel o estatus social. En estas religiones que usted desdeñosamente ignora debe haber miles, qué digo milis, sino millones de trabajadores a los que usted dice representar sin conocer ni de cerca aquellos lugares donde buscan consuelo a sus miserias del día a día en un país maravilloso y a la vez brutal porque está creciendo y proyectándose entre los grandes países. No le haría nada mal hacerse un hueco en su pesada agenda y aunque sea por diplomacia ir a pedir la bendición de alguna mãe-se-santo bahiana, de esas que hacen obra abriendo escuelas, hogares y talleres gratuitos para niños con problemas o para hijos de mujeres que trabajan. No se le caerían los anillos si recibiera el abrazo de algún caboclo incorporado en su médium, porque ese caboclo no es otra cosa que el espíritu antiguo, vivo y pujante de Brasil. O escuchar a un preto velho dar consejos y bendecir con la humilde cruz de palo de su rosario de semillas del país.
Si usted va a gobernar Brasil, aunque más no sea de a ratos, cuando doña Dilma se ausente, le sería muy útil conocer a ese resto que supone no cristiano -¿o acristiano, postcristiano, o herético?- que mucho podría enseñarle de humildad y de diversidad.
Siempre dije que soy brasileño de alma, y menos mal: si lo fuese de verdad mi voto no iría para Dilma, pero sólo por usted, porque usted es un burro. O un ignorante que dice burradas, lo que resulta harina de un mismo costal.
"La Casa de los ojos de Tempo" - próximo lanzamiento
Além disso, o livro traz um texto do doutor em antropologia Renato da Silveira sobre a história da constituição do candomblé de Nação Angola no Brasil. Já a jornalista e mestre em Estudos Étnicos e Africanos, Cleidiana Ramos, escreveu sobre a história da família de santo do terreiro de Mutá Lambô ye Kaiongo.
A obra traz também informações sobre as comidas sagradas; o uso das plantas, -com análise dos biólogos Aion Sereno Alves e Ana Paula de Sales S. Alencar- ilustrações dos inquices (as divindades do culto angola) feitas por Marco Aurélio Damasceno, além de um CD com os cantos sagrados da nação que teve direção musical de Tuzé de Abreu.
As fotografias que ilustram o livro são de autoria de Aristides Alves e serão exibidas em uma exposição que será realizada de 20 de outubro a 20 de novembro no Museu Carlos Costa Pinto. Também no museu acontecerá um seminário no dia 21 de outubro às 19h30 intitulado A Nação Angola na Bahia, com a participação do tata de inquice Mutá Imê, Renato da Silveira, Cleidiana Ramos, Jaqueline de Freitas da Fundação Palmares e Paula Barreto, coordenadora do Centro de Estudos Afro Orientais da Ufba (Ceao) e do Instituto Nzinga.
A Casa dos Olhos do Tempo, que fala da Nação Angolão Paquetan foi realizado com apoio do Ministério da Cultura, via a Fundação Cultural Palmares. Os exemplares serão distribuidos gratuitamente para instituições que realizam pesquisas sobre a cultura e a religião afro-brasileira.
Palestrantes:
Mutá Imê- Tata ti Inquice do Terreiro de Mutalambô ye Kaiongo
Renato da Silveira- Doutor em Antropologia e professor da Ufba
Cleidiana Ramos- Jornalista e mestre em Estudos Étnicos e Africanos
Jaqueline Freitas- Jornalista, pós graduada em História e em Educação e representante da Fundação Palmares
Paula Barreto-Diretora do CEAO-UFBA e do Instituto Nzinga
Local: Museu Carlos Pinto, Av. 7 de setembro 2490- Vitória.
Telefone: 3336-6081
Apresentação dos Cantos Sagrados da Nação Angolão Paquetan e da Orquestra de Berimbau do Grupo Nzinga
O quê? Exposição: O Terreiro de Mutalambô ye Kaiongo
Quando: De 20 de outubro a 20 de novembro, de segunda a sábado (exceto terça-feira, domingos e feriados). Das 14h30 às 18 horas
O quê: Seminário A Nação Angola na Bahia
Quando: 21 de outubro às 19h30
Local: Auditório do Museu Carlos Costa Pinto.
Mais informações:
Aristides Alves: (71) 8868-3596 3247-3596
Tata ti Inquice Mutá Imê- (71) 8748-6136
Janja: 9609-0106
La filósofa que rescata la raíz negra de la Argentina
Por Alejandra Rey para LA NACION
¿El saldo? De 10 chicos que participaron en el acto patrio, por lo menos siete "hicieron de negros", es decir, actuaron de gente que no ven, que no quieren ver, que no pueden ver; personas que existieron pero que parece que se las tragó la tierra, que trabajaron a destajo en un pasado que se enseña como alegre y dicharachero, y que los niños no indagan. Dina Picotti, doctora en Filosofía por la Universidad de Munich, está acostumbrada a estas consultas. Ella, que se doctoró con una tesis sobre la superación de la metafísica como tarea histórica en Martin Heidegger, dedicó gran parte de su vida a estudiar la presencia negra en la Argentina y América, cómo se originó y se manifiesta en cada uno de los aspectos de nuestra vida y cultura.
Dina es una entrevistada misteriosa, de rostro bonito, delgada, elegante y edad indefinida. Nos abre la puerta de su casa en el Bajo Belgrano y la gran sala de estar, de color celeste, alberga cuadros, tallas, fotos y artículos africanos de una belleza extraña, que sólo se encuentra en aquel continente.
Y nada es casual. Porque Dina, que se fue de Villa Regina, Río Negro, a doctorarse en filosofía en Munich en la década de los 60, conoció en esa ciudad alemana al hombre de su vida, el padre de sus tres hijos, el ingeniero amoroso que construyó obras y caminos acá y en Africa, Abdourahmane Camara, guineano musulmán, negro y "muy buen mozo", como ella misma apunta, mientras sonríe levemente.
Cuenta Dina que a pesar del islam, al que Camara adhería, en los primeros años de los 70, la pareja se casó por la Iglesia Católica en Villa Regina y el evento constituyó allí una sorpresa: la blanca, muy blanca, desposándose con un negro, muy negro, fue el comentario general de sobremesa. "Todos pasaron por la iglesia y los que no, fueron a ver las fotos", comenta, divertida, esta mujer que no se resigna a haber perdido a su esposo hace ya 10 años, pero que mira la foto de Alejandro, su único hijo vivo, mulato y hermoso, que toca música y canta con un deleite incomparable.
"Es que cuando volvimos de aquellas becas de estudios de posgrado, como era Munich, -dice Picotti- nos preguntamos qué debíamos pensar nosotros mismos a partir de nuestra experiencia. Pero entonces advertimos que en verdad no conocíamos la propia historia, porque no nos la habían enseñado; por ello comencé a bucear en las culturas que hacen a nuestra identidad, concretamente en las indígenas que habitaron también el valle del Río Negro."
Y acá vendrá la primera de muchas sorpresas que nos regalará a lo largo de la charla: "Daba clases de filosofía, pero me planteaba todo desde la perspectiva de cómo pensar aquí las grandes cuestiones, el hombre, sus prácticas, historia y cultura, llegando de este modo a preguntarme si en realidad aquí no hay negros, como solía decirse. Cabe recordar que cuando se le preguntó a un ex presidente argentino qué pasaba con los negros en su país respondió que ese problema lo tenía Brasil". Subraya la palabra problema como una de las que tenemos que desterrar del lenguaje: las demás se las dirá a esta cronista durante la charla.
-¿Y por qué con su esposo decidieron radicarse aquí, y no en Africa?
-Por las guerras, y en general, la difícil situación que viven los países africanos.
A través de la investigación, Dina se dio cuenta de que la presencia negra era más importante de lo que se solía aceptar y que el aporte a todos los aspectos de nuestra vida e historia era tan doloroso como inconmensurable. Y dice: "Por ejemplo la palabra «tango», entre otras, es de origen africano y la invisibilidad que se produjo fue tal, que ya nadie se acuerda de que Carlos Gardel tenía un guitarrista negro".
"La Argentina empezó a negar a los negros por el hecho de estar relacionados con la esclavitud, y a mí me interesaba rescatar el valor que tuvo y tiene su presencia, porque toda cultura significa una experiencia humana irreemplazable. Entonces, no reconocer una cultura significa perder una parte importante de la historia humana, es impedir nuestro auto- reconocimiento".
Dina dice todas estas cosas con una sencillez llamativa y se concentra para dar respuesta en alguno de los muchos objetos africanos que decoran su casa. Asegura que una buena parte de la población argentina tiene impronta africana, aunque no lo sabe o quizá no quiere saberlo.
"Se lo advierte en diversos rasgos físicos y culturales, yo lo veo", y cuenta que por ejemplo el artista uruguayo Carlos Páez Vilaró seguramente tiene antepasados afro.
"Es que mirá, gran cantidad de esclavos negros ingresaron en el Río de la Plata por el puerto de Buenos Aires a través de diversos asientos, a los que hay que agregar los que venían de contrabando y que luego eran repartidos por el interior hasta Chile y el Perú. En algunos países, esas comunidades se mezclaron menos, pero aquí hubo un intenso cruce entre blancos, negros e indios, y se fue perdiendo el color.
-¿Se sabe cuántos negros había en la Argentina hace 200 años?
-Se supone que un tercio del total de la población de Buenos Aires colonial era negra, y las estadísticas del centro, oeste y norte de país superaban el 50%, en ciertos lugares, como Santiago del Estero, llegaba al 90%, pero después ya no se los registró en los censos. Esperemos que este año se pregunte claramente por el origen del encuestado para poder apreciar si ascendió del 5 o 6% la actual población de color, que se estima según una prueba piloto hecha hace un par de años.
¿Qué pasó? No desaparecieron simplemente a causa de las guerras y las pestes, como se afirma; se mezclaron, dice Picotti, y aclara que el así llamado "cabecita negra" venido del interior tenía en buena parte ascendencia negra. Agrega que hay bastantes datos, entre ellos una cerámica precolombina existente durante ocho siglos, que testimonian ya una relación precolombina de culturas negras con las nativas de América. "Además de la presencia esclava tuvimos luego una inmigración importante de Cabo Verde durante la Primera y la Segunda Guerra Mundial, y desde los años 90 una inmigración reciente africana y afroamericana que procede de diversos países, por ejemplo, hay más de 1000 senegaleses, que sólo se involucran con sus pares, viven en hoteles y suelen tener la familia en su continente."
Las referencias de Picotti son tan interesantes que es difícil no caer en la muletilla de preguntarle qué palabras o qué costumbres hemos incorporado de la negritud. Y siguen las sorpresas: palabras como "tango", "zamba", "mucama", "marote" o la expresión "fulo de rabia" son de origen negroafricano; el arroz en la comida, la percusión en la música, el 2x3 que está en el ritmo del folklore y los ritos animistas, aunque ésta es otra de las palabras que Dina quiere desterrar del lenguaje, porque supone desconocimiento desde una visión eurocéntrica. "Quienes fueron rebajados a esclavos, enviados como frente de choque a las guerras, empleados en condiciones inhumanas en toda suerte de trabajos, supieron sin embargo devolvernos canto y danza, que son lenguajes superiores."
Y habla de los tambores que, dice, llegaron a ser la voz de los sin voz, "un lenguaje convocante. Y la danza. Los niños negros antes de aprender a caminar danzan, es el lenguaje por excelencia, porque es expresión de vida. Pienso que hay un subsuelo negro entre nosotros, que se manifiesta de diversas maneras, incluso en las síncresis religiosas, donde por ejemplo cada santo cristiano tiene su correspondencia africana.
Dina y su hijo conocieron a sus familiares africanos mucho tiempo después de que Camara y ella se casaran. Fueron a Angola, Mali, Guinea y vieron lo bello y la riqueza humana y natural de esa tierra, pero también la devastación y la pobreza. Años más tarde, el ingeniero Camara volvió a su continente a construir colegios, rutas y puentes, y regresó también dolido de ver tanta corrupción interna y externa que mantiene a la población en condiciones inaceptables. "Continúan así ?comenta Dina?, la familia tiene tierras, pero apenas subsisten, sin servicios sociales básicos; no he regresado desde entonces." Ya es tarde, y Picotti acompaña a La Nacion hasta la puerta, pero se detiene para mostrar en el escritorio una foto de su esposo. Hay, todavía, un deseo irrefrenable de verlo en este instante, unas ganas contagiosas de acercarse, pero se contiene y sólo saluda. Y queda sola. En esa casa con tantos espíritus...
DINA V. PICOTTI DE CAMARA
Doctora en filosofía
Quién es: se doctoró con una tesis sobre la superación de la metafísica como tarea histórica en Martin Heidegger, dedicó gran parte de su vida a estudiar la presencia negra en la Argentina y en América, cómo se originó y se manifestó en cada uno de los aspectos de nuestra vida y cultura. Ha editado una docena de libros sobre esta temática y es investigadora en temas de filosofía contemporánea, filosofía de la historia y pensamiento latinoamericano. Se doctoró en Filosofía en Munich. Estuvo casada con un ingeniero guineano, padre de sus tres hijos.
Es directora de su Instituto de Pensamiento Latinoamericano y Directora del doctorado de Filosofía del mismo claustro. Ha sido coordinadora de la Maestría en Ciencias Sociales en la Universidad Nacional de la Matanza.
La democracia hace la diferencia
El mandatario, en su audición radial de M24, afirmó que "el gobierno decidió recibir a estas personas por respeto a la solicitud de importantes personas de los partidos tradicionales. Y lo aclaramos de entrada, porque no queríamos regalar al escenario uruguayo una discusión fútil donde se nos pintara como intolerantes y otras cosas por el estilo, que en esos momentos se dicen", dijo.
"Nosotros hemos aclarado oportunamente que no nos inmiscuimos en la política de nadie ni somos jueces de nadie. Tenemos una clara posición y la hemos tenido históricamente desde siempre de apoyar a la revolución cubana en su lucha contra Estados Unidos. Y la practicaremos en cuanto foro tengamos que asumir decisiones. Pero en este país, dentro de este país, tenemos la obligación de respetar a los partidos que piensan distinto a nosotros", enfatizó.
Aclaró que "hablar no significa conceder; significa en este caso concreto un acto de respeto hacia opositores internos que piensan distinto. Con ellos tenemos que convivir y tomar decisiones fundamentales" y reiteró la "invitación a quienes representan a los que no nos votaron a participar en la decisión de políticas para el país".
Mujica recordó que durante el acto tras la victoria de las elecciones nacionales en segunda vuelta dijo que no hubo ni vencidos ni vencedores, "reconociendo en todos aquellos muchísimos que no nos votaron, y que a pesar de ello eran y son parte de esta nación".
El presidente explicó que, desde esa postura, ha trabajado para construir una "unidad nacional", a pesar que no haya sido siempre debidamente comprendido. Y afirmó que reconocer este punto no significa no reconocer la existencia de diferencias y confrontaciones políticas e ideológicas, "pero en última instancia este país necesita mínimos de acuerdos, tolerancias y respeto mutuo para vivir y para funcionar".
"Institucionalmente, un presidente en Uruguay cuando es electo pasa a ser presidente de todos, continuó Mujica. "Y por eso - dijo - a veces debe hacer cosas que no coinciden con su manera de pensar pero deben hacerlas igual porque por encima de él estará la nación y seguirá estando, porque estaba antes y seguirá después. Es lo único permanente", puntualizó.
Opinó que ese respeto hacia "los adversarios políticos, no enemigos, a pesar de las diferencias", no ha sido correctamente interpretado. "Tampoco - agregó - el gobierno pretende imponer condiciones sino cultivar, en las decisiones, las consultas y el respeto en cada uno de los actos".
"El respeto político es un acto para cultivar la unión nacional que se debe realizar en forma permanente. Lo central, en cada uno de los pasos que damos, es si conviene o no conviene al interés nacional. La unidad básica nacional no puede lograrse de otra forma que no sea por mutuo respeto".
Aclaró que "antes de ser gobierno, en diferendos dolorosos con Argentina, tuvimos que bancar que se nos tratara injustamente poco menos que como peones del gobierno argentino. Nos tuvimos que bancar esa ofensa y la pasamos por alto porque había que priorizar el interés nacional. Los resultados alcanzados son el fruto de una actitud cultivada durante años y de una manera de pensar".
Cien años de luz y conservación cultural
Na oportunidade, aconteceu o lançamento do livro didático Epé Laiyé – Terra Viva, de autoria de Maria Stella de Azevedo Santos, conhecida nacionalmente como Mãe Stella de Oxossi. A Secretaria da Educação do Estado da Bahia já adquiriu cinco mil exemplares do livro. Segundo o superintendente de Desenvolvimento da Educação Básica da Secretaria da Educação da Bahia, Nildon Pitombo, “poder contar com instrumentos pedagógicos específicos, construídos com base no resgate e na valorização da cultura ancestral dos negros é muito importante para consolidarmos uma Educação pautada na democracia e no respeito às diferenças”.
O livro Epé Laiyé já vem sendo utilizado na Escola Eugênia Anna dos Santos. Municipalizada em 1998, esta escola funciona há mais de 30 anos dentro do Terreiro Ilê Axé Opó Afonjá e é uma referência nacional na implementação de leis e diretrizes que tratam da Educação para as relações étnico-raciais.
O conteúdo do livro Epé Laiyé aborda questões sobre meio ambiente de maneira lúdica, trazendo as entidades da religiosidade afro-brasileira como personagens de uma aventura ecológica, para enfatizar a importância da preservação da natureza. De acordo com o parecer da Secretaria da Educação da Bahia, “o livro torna-se um potencial instrumento de apoio pedagógico aos professores das escolas do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, assim como nas escolas municipais quilombolas, pela sua propriedade teórico-cultural e pela qualidade estética apresentada”.
Mãe Stella, uma das mais importantes Iyalorixás da Bahia, atua tanto em sua comunidade como nas entidades representativas da tradição africana. É conhecida por recusar a ideia do Candomblé como uma seita sincrética, afirmando a sua legítima condição de religião no Brasil. Líder respeitada como referência de diálogo intercultural e inter-religioso, ao completar 80 anos de vida em 2005, recebeu o título Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) Em 2009, a Universidade do Estado da Bahia (Uneb) concedeu-lhe o mesmo título. Mãe Stella ainda é detentora das Comendas Maria Quitéria (Prefeitura de Salvador) e Ordem do Cavaleiro (Governo da Bahia) Também ganhou, em 2008, o Troféu Palmares, do Ministério da Cultura.
Algunos neologismos pueden provocar equívocos
-¡Marina! ¡Marina!
A su llamado acude el nieto, con un balde lleno de choclos. Viene despacio, tardando -para la mente de la señora- una eternidad.
-M'hijito, ¿no vio por dónde anda su hermana? Las muchachas que vienen a estudiar con ella ya llegaron y ya voy a servirles la merienda...
-Sí, abuela. Cuando estaba pelando los choclos vi a Marina que estaba wandanareando al peón nuevo en la pieza de los aperos...
-¡Qué barbaridad, esta chiquilina! Ah, ahí viene...
Marina venía acercándose hacia la casa, frotándose la cara con la manga del saquito de lana marrón. Eso sí: caminaba más de prisa que su hermano.
-M'hija, sus compañeritas ya llegaron. Están en el comedor diario y ya voy a servirles la merienda. A estudiar, que las notas este mes pasado fueron flojas. ¡Ah! -agrega mientras la muchacha pasa a su lado como una tromba- Y déjese de guaranguear con los peones, que acá les pagamos para trabajar y no para distraerse con la señorita.
Una historia argentina...
revista Veintitrés, 24 de diciembre de 2009
Entrevista a Gastón Castillo: “Quiero sacarme esta carga de encima”
Es hijo de un desaparecido y ahijado de Videla. Séptimo hijo varón, su madre gestionó el padrinazgo del dictador con la esperanza de dar con el paradero de su marido. Hace tres meses, su padre apareció en una fosa común. Ahora pide que la Iglesia le revoque el bautismo.
Por Deborah Maniowicz
"Cuando era chico, me divertía contar que era el ahijado del presidente, Jorge Rafael Videla. A los doce años, cuando mi mamá me confesó que mi padre, Roberto Castillo, a quien nunca había conocido, no estaba de viaje en el exterior como yo pensaba, sino que había sido secuestrado y llevado por los militares, sentí odio por saber que el tipo que se llevó a mi viejo tenía un vínculo de fe conmigo. Hace tres meses, el cadáver de mi padre apareció en una fosa común en Avellaneda y ahora sólo sueño con desapadrinarme”, cuenta Gastón Castillo, de un tirón. Su historia, como su relato, también corta el aliento.
El 12 de enero de 1977, Roberto Castillo fue secuestrado por un comando de tareas en su casa ubicada en la localidad de Burzaco. En ese momento, su mujer, Josefa Beatriz García, estaba embarazada de cinco meses de su octavo hijo. Hasta el día del nacimiento, el 12 de mayo, tanto ella como Betty, su hija mayor, recorrieron comisarías con la esperanza de encontrar a Roberto con vida. Pero no obtuvieron ninguna noticia. Fue por eso que al nacer Gastón, a Josefa se le ocurrió agotar un último recurso: hacer uso de la Ley de Padrinazgo Presidencial por la cual el séptimo hijo varón o la séptima mujer de un matrimonio pueden pedir ser ahijados del presidente.
–¿Qué se proponía su mamá?
–Ella estaba dispuesta a hacer cualquier cosa para encontrar a mi viejo y pensó que sería más fácil si decía que su hijo era el ahijado de Videla. Mi madre mandó una carta a la Junta Militar contando sobre el secuestro, demandando explicaciones y haciendo alusión a mi derecho como séptimo hijo. Enseguida le respondieron, sin dar explicaciones, que Videla no aceptaba esa carga. Pero a los quince días le mandan otra carta diciéndole que sí, y finalmente, el 10 de diciembre del ’77, hice mi bautismo en la Parroquia de la Inmaculada con un representante de Videla como tutor.
–¿Ayudó su condición de ahijado para acceder a algún dato?
–Nunca facilitó nada. Sólo me condicionó. De todas formas, entiendo la decisión que tomó mi mamá. Hasta hace tres meses, cuando apareció el cuerpo, yo tenía la esperanza de que él podía estar en otro país o podía haber perdido la memoria. No entiendo por qué se lo llevaron: mis hermanos me cuentan que era una buena persona, un laburante que era repartidor en una empresa de pollos y nunca había militado en ningún partido.
(Foto; Horacio Paone para Veintitrés)
–¿Por qué recién ahora decide pedir la anulación del padrinazgo?
–En realidad, ahora se hizo público gracias a una investigación que realizaban docentes y alumnos de un colegio del barrio sobre la dictadura y la gente de este distrito que desapareció. Mi hermano Mario les acercó la historia de mi padre y mi lucha. En mi casa se hablaba a mis espaldas para que yo no escuchara, pero un día, a los doce años, soñé a mi padre y se lo conté a mi vieja: ese día se sentó y me contó la verdadera historia. Fue un golpe muy fuerte. Recién cuando nacieron mis hijas (Ludmila, de 8 años, y Candela, de 5) me sensibilicé, comencé a leer sobre ese período, a enterarme del mal que había causado Videla. Y en 2005 comencé la lucha por desvincularme de él. Quiero sacarme esta carga de encima.
Desde la Diócesis de Lomas de Zamora, donde el caso tiene jurisdicción, el jefe de prensa, Guillermo Galeano, explica que “el padrino de bautismo asume la responsabilidad de acompañar a su ahijado en el crecimiento de su fe. Es imposible revertir eso, ya que el Código de Derecho Canónico de la Iglesia Católica contempla que el compromiso es de por vida”.
Pero Gastón no se resigna a la inflexibilidad canónica. “Llamé a Madres de Plaza de Mayo y les comenté mi caso. De ahí me mandaron a un Colegio de Abogados, donde un letrado especializado en derechos humanos me hizo una entrevista y quedó en llamarme, pero nunca se contactó. Soy católico, creyente y practicante. Me cuesta creer que no se pueda hacer nada –explica Gastón–. Muchas veces me refugié en la religión y si bien me comentaron que la única forma de invalidar mi bautismo era renunciando a mi fe, no podría llegar a esa instancia. Incluso, la fe me lleva a creer que voy a poder desligarme del asesino de papá.”
Fuente de la nota:
http://www.elargentino.com/nota-71061-Quiero-sacarme-esta-carga-de-encima.html
Amigo en Montevideo
Estuvo ayer en el ilé el doctor Alejandro Frigerio en una visita relámpago a esta ciudad relacionada con su quehacer académico. Como siempre, es un placer reencontrar a este amigo a quien admiro no sólo intelectualmente -es el antropólogo más importante del Río de la Plata en cuanto de refiere a religiones afroamericanas- sino a nivel personal por su capacidad de ver y escuchar respetando, es decir despojándose de la mochila cultural judeocristiana. Un verdadero privilegio compartir tres horas de su corta estadía en Montevideo departiendo temas que nos son comunes, con el plus de un espléndido regalo: un video de la maravillosa Elis Regina a quien ambos valoramos. Gracias, Alejandro, y que nuestro orisha nos siga bendiciendo con esta bella amistad.
Teatro Metro no cumplió el acuerdo con la puesta en escena nacional
Eunice Castro, Cristina Morán y Rogelio Gracia tenían previsto el estreno de la obra Las mariposas son libres para el 19 de agosto en el Teatro Metro. Sin embargo las autoridades de la sala vendieron ese mismo fin de semana a "Fantástica", la revista porteña de los escándalos encabezada por Carmen Barbieri, según denunció Jimmy Castilhos, productor de “Las mariposas…”.
Castilhos explicó que ya estaba firmada la fecha de estreno en el Metro para el jueves 19 de agosto y a partir de allí la presentación de la obra por cinco fines de semana seguidos. El incumplimiento de la sala obligó a que la obra dirigida por Roberto Jones pasara al Teatro Stella d'Italia y se aplazará su estreno en una semana: el 26 de agosto.
“La actitud del Teatro Metro es una falta de respeto al teatro nacional”, señaló Castilhos. Pero pese al contratiempo, los ensayos continúan con total normalidad.
Ejemplo de vida: pai Negrito de Xapaná
El pai Negrito de Xapaná es homosexual y crió -incluso estando en pareja-, a 17 niños abandonados en su casa del Cerro. Considera que la opción sexual no afecta en nada la crianza. "Al contrario, se cubren los dos roles, de padre y madre", dijo.
La primera niña que este hombre crió hoy tiene 46 años y vive en el exterior. En su casa del Cerro vive con un varón de 16 años y una joven de 26 a los que también crió. Además, están los hijos de la joven, tres "nietitos", de 7, 4 y 2 años. A pesar de haber criado a los 17 niños, el pai -que prefiere no divulgar su nombre de nacimiento, Roberto Pino-, afirmó que nunca tuvo la tenencia legal. "Nunca nadie me hizo un problema. Los crié y chau", comentó.
Los menores llegaron a él, según relató, por la actividad religiosa que desempeña. "Siempre me manejé en esto, y la gente te los deja como paquetes de basura. Y bueno; ahí le das para adelante", comentó. Nunca se negó a criar a un niño que le hubieran dejado abandonado. "No sé decir que no", dijo. Sin embargo hoy, el porche de su casa, en la calle Suecia del barrio del Cerro de Montevideo, está enrejado como una jaula. "Es por el temor de que me dejen más niños y no saber quién los deja", dijo Negrito. En el Cerro –dice- todos lo conocen. Pero le angustia "no poder decirle el día de mañana a la criatura quién es el padre o la madre".
Aunque hace 11 años que está solo, Negrito supo vivir en pareja en su hogar. "No sé por qué hoy en día hacen tanto debate. Para mí nunca fue un problema criar hijos, tener una pareja y hacer mi vida normal", señaló. Considera que su homosexualidad no afecta para nada en la crianza, y afirma que ninguno de los chicos que vivieron con él es homosexual. "Por suerte", dijo. "Obviamente no me asustaría, pero traería comentarios", afirmó. La mayoría de los jóvenes que amparó hoy viven afuera del país. Para Negrito, "fue una vida de sacrificio, de lucha. No es fácil, pero somos personas de fe y sabemos salir adelante", señaló.
El caso divulgado ayer sobre la pareja gay en unión concubinaria que obtuvo la tenencia compartida de dos menores, no se relaciona con éste, aunque uno de los integrantes de la pareja, Daniel Melo, pai Daniel de Ogun, también es sacerdote afro-umbandista. Según Melo, la religión "no tiene nada que ver" con esta coincidencia. "Solo que nuestros principios nos llevan a ayudar al que más necesita", comentó. Melo indicó que conoce a "más de veinte" parejas homosexuales que crían menores pero que no quieren hacerlo público.
En mayo la jueza letrada de octavo turno de Maldonado, Adriana Cittadino, ratificó la tenencia compartida de Daniel Melo y Walter Martínez sobre Mahiara, de 17 años, y Franco, de 14 años, dos menores que estaban bajo la tenencia de Melo desde hace doce años. La sentencia fue dictada luego de que los solicitantes aclararan a la fiscalía que no estaban interesados en una posterior adopción de los menores. El motivo de la pareja era, según afirman, evitar una situación de abandono por muerte de uno de ellos u otra cualquier eventualidad. La tenencia tiene efectos más limitados que la adopción, porque no adjudica la patria potestad ni implica que los menores cambien su apellido.
Un caso que recorrió la región
La noticia de que una jueza de Maldonado otorgó la tenencia compartida de dos menores a una pareja homosexual ayer, recorrió los diarios y páginas de noticias de la región. El portal Infobae informó que "Uruguay otorgó la primera custodia de menores a una pareja gay". Por su parte, la página web Terra.com de Chile se hizo eco del caso, así como el portal del diario peruano Peru21, y el diario de Venezuela El Tiempo, entre otros.
El País Digital
Publicado por Laura Etcharren: de las siliconas a la humillación
Si bien es cierto que el empresario da trabajo, también es cierto que de él se destacan más sus escándalos que su labor en el escenario. O como “artista”.
Sus mujeres son envases que con cirugías estéticas, ropa, make up y accesorios, cambia constantemente. Traslada en la mujer sus propias inseguridades de hombre que evidencia no estar del todo conforme con su apariencia. De ahí, la permanente ostentación del tener y mostrar.
Y lo que en el Universo Fort es elegante, en el verdadero mundo de la moda es absolutamente cache. Sin estilo. En definitiva, un cocoliche. Cocoliches que entran y salen de su vida conforme a su estado de ánimo.
Mujeres que se degradan al lado de un hombre que no las agasaja como intenta mostrar. Tampoco les regala: lo de Fort es pura limosna, cambiarlas para exhibirlas. Y en algunos casos, hasta recurre a la patética compra de una acompañante. Caso de su "novia actual", Erika. Sin embargo el problema no es Fort. Son ellas.
Las auto degradadas del lumpen mediático que “matan” hasta la vergüenza por estar dos minutos en el programa de Marcelo Tinelli. Son, en la vida del chocolatero, bienes de uso y cambio. Que lo único que les queda de la relación son las siliconas y alguna que otra chuchería que con el tiempo, él sabrá como recriminarles. El costo que ellas pagan es alto. Porque cuando todo el circo rococó se termina, comienza el circo de la humillación. De la violencia, de la agresión verbal de un sujeto que no tiene límites para el escándalo. Que se enarbola tras la palabra "caballero" cuando en realidad es un incontinente verbal del mal gusto. Pedirle que, como caballero, no tenga memoria, es como pedirle a Fernanda Vives que hable bien, que pronuncie una S.
Fort no sólo tiene memoria, también posee astucia por las dudas. Entonces, todo aquello que puede llegársele a olvidar lo anota. Porque su negocio aunque le pese no es el arte, sino el mamarrachismo del que hasta ahora no pudo trascender.
Novo endereço da CIR guarulhense
A Coordenadoria da Igualdade Racial tem o prazer de informar a mudança para a nova sede que ocorreu no dia 05 de julho de 2010, no endereço:
Rua Luiz Turri, 75 – (atrás do Colégio Conselheiro Crispiniano)
Jardim Zaira – CEP: 07095-060
Os telefones permanecem os mesmos: 2408-5597 e 2409-6843
O Centro de Referência de Cultura Negra e Igualdade Racial–Xikelela permanece no mesmo endereço:
Vila Galvão – CEP: 07061-003
Telefones (11) 2304-7189 / Tel./Fax 2304-7464
Cordialmente,
Edna Maria Santos Roland
COORDENADORIA DA IGUALDADE RACIAL - CIR
PREFEITURA MUNICIPAL DE GUARULHOS
(11) 2408-5597/ 2409-6843
La razón triunfa sobre la intolerancia catarinense: excelente trabajo de Átila Nunes y Átila Nunes Neto
Essa violência policial não poderia passar impune. Nossos irmãos de fé, Átila Nunes e Átila Nunes Neto procuraram o governador de Santa Catarina Leonel Pavan, pedindo uma providência enérgica contra essa violencia policial aos umbandistas.
Diante da repulsa nacional à Policia Militar catarinense, o governador Leonel Pavan no último dia 12, ligou pessoalmente para nossos irmãos Átila Nunes e Átila Nunes Neto, afirmando textualmente o seguinte, solicitando essa divulgação:
"Reconheço, como governador, que houve sim, uma absurda violência policial no ato de invasão de um culto religioso em Santa Catarina. Como governador, tomei medidas enérgicas que sirvam de exemplo e nunca mais tal fato venha a ocorrer no nosso Estado, onde não toleramos qualquer tipo de discriminação."
Agradecendo a intervenção do governador, o deputado Átila Nunes, disse-lhe que sua decisão, como maior autoridade daquele Estado, interromperia novas tentativas de invasão policial nos terreiros umbandistas. Para Átila Nunes Neto, os grandes vitoriosos foram os umbandistas que se uniram em todo o país, e até no exterior -das repúblicas do Uruguai e Argentina- exigindo que fosse cumprida a Constituição brasileira que garante o livre exercício dos cultos religiosos. Átila afirmou ainda que "as providências tomadas pelo governador catarinense Leonel Pavan é a prova indiscutível de que as autoridades brasileiras estão conscientes de que existe o Estado de Direito em nosso país, que não pode ser desafiado por policiais a bel prazer". O governador agiu duramente, não permitindo que um inquérito se arrastasse por 40 dias, quando existem provas contundentes de que houve indiscutível violência policial e vilipêndio religioso.
Abaixo, a carta original assinada pelos nossos irmáos Átila Nunes e Átila Nunes Neto ao governador Leonel Pavan, que originou uma resposta enérgica daquela autoridade contra os policiais que agiram com violência, violando a Constituição brasileira.
CARTA DE ÁTILA NUNES E ÁTILA NUNES NETO AO GOVERNADOR DE SANTA CATARINA SOBRE A VIOLENCIA DA POLÍCIA MILITAR CONTRA OS UMBANDISTAS
Senhor Governador de Santa Catarina Leonel Pavan,
Vossa Excelência comanda um dos estados com maior índice de desenvolvimento humano: Santa Catarina, hoje um sonho para milhões de brasileiros que gostariam de aí residir. Quando se fala em Santa Catarina, se pensa em civilidade.
O senhor é um político experiente. Foi vereador, prefeito por três vezes de Balneário Camboriu, deputado federal e senador da República. É um democrata experiente na Política e na Administração Pública.
Infelizmente, Senhor Governador, nos últimos dias, milhões de brasileiros que seguem a fé umbandista, sentem-se surpresos com a violência da Policia Militar de seu estado. Essa indignação podemos sentir principalmente na internet, onde são postadas mensagens de repúdio e da mais absoluta indignação.
O que aconteceu na noite de 26 de junho deste ano de 2010 na cidade de Jaraguá do Sul, nos faz lembrar o Rio de Janeiro dos anos 50, quando terreiros de Umbanda eram invadidos e seus dirigentes e médiuns presos pela polícia, hoje algo impensável em terras fluminenses.
Naquela noite, por volta das 8 da noite, a Tenda de Umbanda Caboclo Pajelança, situada na Rua Adolfo Augusto Zie Mann, 342, Czerniewicz, Jaraguá do Sul, foi invadida por doze homens do 14º Batalhão da Polícia Militar, fortemente armados com pistolas, armas de choque, sprays de gás de pimenta e escopetas, sob o comando do sargento Adriano que deu voz de prisão à diretora de culto Cristiane Tomaz de Oliveira.
A sessão em homenagem aos pretos velhos foi interrompida sob a ameaça dos policiais, determinando às dezenas de pessoas presentes que se calassem e não se movimentassem, sob o risco de terem que usar armas de choque e gás, além de todos serem levados presos. Um ogan, menor de idade, foi conduzido algemado pra o distrito policial.
Dona Cristiane, a diretora de culto, tem certeza de estar sendo vítima de perseguição religiosa, haja vista que os policiais militares ao chegarem ao distrito, mostraram um abaixo assinado de vizinhos pentecostais para que o centro umbandista feche as portas e se mude do bairro.
A violência da polícia de Santa Catarina nesse episódio ultrapassou não apenas os limites legais, mas, sobretudo, o bom senso, beirando a barbárie.
Depoimentos dos presentes ao culto confirmam que a invasão –absolutamente inconstitucional e flagrantemente ilegal– ocorreu em meio às ameaças dos policiais, fazendo com que senhoras e crianças entrassem pânico, chorando de medo. Ao questionar a razão da invasão, o ogan menor de idade recebeu ordem para calar-se, tendo seu atabaque danificado com violência por um dos PMs.
Por serem sobejamente conhecidos pelas autoridades, -inclusive Vossa Excelência- seria desnecessário invocar os preconceitos constitucionais que garantem aos brasileiros a “inviolabilidade da liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.”
Desnecessário também, Senhor Governador, lembrar outro preceito constitucional que estabelece que “ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa".
Ou então, o que preceitua o Código Penal no artigo 208, que trata de ultraje a culto, seu impedimento ou sua perturbação, considerando crime contra o sentimento religioso “escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso.”
Saliente-se ainda o artigo 140 do Código Penal: "se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião ou origem, a pena é de reclusão de um a três anos e multa".
Finalmente, poderia ser destacada a Lei de Abuso de Autoridade (Lei Nº 4.898, de 9 de dezembro de 1965) que regula o Direito de Representação e o processo de Responsabilidade Administrativa Civil e Penal, nos casos de abuso de autoridade. O artigo terceiro estabelece como abuso de autoridade "qualquer atentado à liberdade de consciência e de crença, ao livre exercício do culto religioso e ao direito de reunião".
É sabido por todos, Senhor Governador, que a Lei 7.716 de 5 de janeiro de 1989 define os crimes resultantes de preconceito. O artigo primeiro diz que “serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97). O artigo 20 é claro, ao proibir praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)
Não podemos acreditar, Governador, que o senhor deixe passar em branco, sem uma atitude enérgica, severa, um episódio dessa natureza. Essa violência jurássica da Polícia Militar, ao arrepio das leis e da Constituição, não condiz com Santa Catarina. Não condiz com a natureza boa, generosa e fraterna do povo catarinense.
Nesse ínterim, enquanto durar as averiguações dentro da Polícia Militar que pediu o prazo inacreditável de 40 dias para chegar a uma conclusão, apesar das dezenas de testemunhas do vilipêndio religioso e do abuso de autoridade, nos mobilizaremos nacionalmente para chamar atenção para a Polícia Militar de Santa Catarina que reproduz práticas coercitivas do início do século passado. Senhor Governador, reiteramos nossa confiança no seu senso de justiça e de absoluta obediência ao Estado de Direito em vigor no Brasil, e consequentemente, no Estado de Santa Catarina.
ÁTILA NUNES e ÁTILA NUNES NETO
La presencia africana en el habla
La cita es a las 19 horas y contará con la participación del escritor José María Obaldía y la historiadora Ana Frega, rematándose la velada con un brindis.
A partir de fuentes documentales y recreaciones literarias la publicación estudia el contacto de las lenguas africanas con el español que se hablaba en el Montevideo de la Colonia y el siglo XIX, y a través de eso se examina el complejo mundo lingüístico de ese período en la región. El trabajo reúne además una antología de más de medio centenar de textos de diferentes estilos y niveles culturales, para reflejar aquel choque de lenguas. El estudio comienza con una mirada sobre la esclavitud en la sociedad oriental para pasar a analizar después las lenguas africanas que se hablaban en el Río de la Plata. También focaliza en cómo los descendientes de aquellas primeras oleadas de esclavos conservaron y modificaron el habla de sus antepasados. La obra se centra luego en las fuentes disponibles para investigar los textos que han sobrevivido al paso del tiempo.
Magdalena Coll (Montevideo, 1968) es doctora en lingüística hispánica por la Universidad de California y trabaja como profesora en el Instituto de Lingüística de la Facultad de Humanidades y Ciencias. Entre sus trabajos anteriores sobresalen los dedicados al estudio de la historia del español y del portugués en Uruguay.










