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La Pascua judía



Pésaj
(en hebreo פֶּסַח) literalmente "saltear", es la festividad judía que conmemora la salida del pueblo hebreo de Egipto, relatada en el libro bíblico del Éxodo. El pueblo hebreo ve en el relato de la salida de Egipto como el hito que marca el nacimiento de este pueblo como tal.
La festividad es uno de los tres Shloshet HaRegalim (Fiestas de Peregrinaje) del Judaísmo, ya que durante la época en que el Templo de Jerusalén existía,se acostumbraba a peregrinar al mismo y realizar ofrendas. La festividad dura siete días (ocho en la Diáspora), y durante la misma está prohibida la ingestión de alimentos derivados de cereales (trigo, cebada, centeno, avena y espelta) fermentados, llamados en hebreo Jametz (חמץ) (la raíz de la palabra indica "fermentación") En su lugar, durante la festividad se acostumbra a comer Matzá (מצה), o pan ácimo. Según la tradición, el pueblo judío salió de Egipto con mucha prisa y sin tiempo de prepararse, por lo que no hubo tiempo para dejar leudar el pan para el camino, y de esta creencia deriva la prohibición de ingerir Jametz. Durante la primera noche de la festividad (las dos primeras en la Diáspora) se acostumbra a llevar a cabo una tradicional cena llamada "Séder" (סדר), durante la cual se relata la historia de la salida de Egipto. El origen del "Séder" podría trazarse hasta los simposios (banquetes) griegos donde alrededor de una mesa de comida y recostados en almohadones, se debatía toda la noche sobre algún tema determinado. Estos elementos se preservan en el ritual del Séder. La festividad también recibe el nombre de Fiesta de la Primavera, ya que en el hemisferio Norte marca el inicio de dicha estación. Dado que en Israel las estaciones calurosas son las estaciones secas, a partir de Pésaj y hasta Sucot se acostumbra a rezar por el rocío y no por la lluvia (oraciones que se reservan para el invierno)

TUTU MARAMBAIA

Tutu Marambaia,
não venha mais cá
que o pai do menino
te manda matar...
Boi, boi, boi
boi da cara preta,
pega essa criança
que tem medo da careta!
Tutu Marambaia
saia do telhado.
Deixe este menino
dormir sossegado

Essa canção de ninar, que várias gerações ainda cantam carinhosamente para filhos e netos, mereceu uma anotação explicativa em livro de Basílio de Magalhães (1928), ei-la, com pequenas adaptações, em homenagem ao “Dia do Folclore”.

O TUTU

Provavelmente oriundo da voz kimbunda kitutú (que quer dizer “papão”, conforme Cordeiro da Matta) o tutú, seja significando o espantalho de crianças, designando um mandão ou valentão (ou ameaça de violência), seja, enfim, indicando uma comida comum a maior parte do Brasil, divulgou-se por todo o nosso país certamente graças a influência africana.
Pelo estudo que dele fez Valle Cabral, em suas preciosas “Achegas ao estudo do folk-lore brasileiro” (Gazeta Literaria”, 1884, págs. 346-350), sabe-se que na Bahia foi corporificado num porco-do-mato (caititú ou catitú), talvez pela semelhança desse nome tupi com o vocábulo kimbundo. Recebeu, quer ali, quer em outros pontos do Brasil onde penetrou, vários acréscimos que figuram em poesias populares da Bahia (98) e de alhures. Assim é que passou a ser tutú-zambê ou tutú-cambê, tutú-marambaia, tutú-do-mato ou bicho-do-mato. Bicho com efeito, no mais restrito dos seus sentidos de aplicação a seres fantásticos, é sinônimo de tutú.
A adjunção de zambê a tutú parece evidenciar a aliança deste mito com o de zambí ou zumbí (pronuncias mais generalizadas que as de zámbi e zúmbi, mais consoantes com os etymos kimbundos) Terá concorrido para isso o episódio dos Palmares, cujo protagonista final era conhecido do mesmo modo que os seus antecessores, por aquele apelativo angolense? É perfeitamente crível, pois que o fato histórico ocorreu na segunda metade do século XVII.