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Género obsesivo




Me cansan los discursos modernos que comienzan por "uruguayos y uruguayas" (y no sólo porque semos en realidad orientales, no uruguayos) "niños y niñas", "doctores y doctoras", "ciudadanos y ciudadanas", etcétera, etcétera.

Parece que para hablar en forma políticamente correcta uno debe acudir continuamente al género de los interlocutores, pero ya resulta abusivo. Más que nada en los discursos políticos, ahora que ¡otra vez! estamos de elecciones, ahora buscando intendentes e intendentas, alcaldes y alcaldesas, ediles y edilas...

Resulta imposible escuchar un noticiero de tevé sin la marcación rigurosa del género, que ya mueve a risa. Y si no, que lo prueben las murgas, que también de ello se ocuparon este carnaval, parodiando los vocativos cansadores.

Me voy al terreno a dar trigo a las palomas (y palomos) y alpiste a los pájaros (y pájaras, aunque suene a conversación de una novela rotagonizada por Phillip Marlowe) y después reviso el bebedero de las gallinas (y gallos)

¡Cómo rompen con el género, che!


Recordé mientras escribía esto una anécdota muy cruel de la gran Margarita Xirgu cuando dirigía la EMAD. En medio de una lectura de texto que se hacía en la platea del teatro, pidió que se colocara cada uno sobre el escenario, para leer en situación de escena. Y lanzó la desgraciada frase con aquella voz enorme y castiza: "Actores: ¡al escenario! Y fulana (no digo el nombre por cariño, pero los actores que lean esta crónica sin duda sabrán a quién se refería la Xirgu) también... El hecho es que a Margarita le costaba ver a "Fulana" como actriz.

A IMPORTÂNCIA DO PERDÃO

O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no assoalho da casa. Seu pai, que estava indo para o quintal fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa.Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado. Antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala irritado:
- Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito isso comigo. Desejo tudo de ruim para ele!
Seu pai, um homem simples mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar:
- O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito, não. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola.
O pai escuta tudo calado enquanto caminha até um abrigo, onde guardava um saco cheio de carvão. Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou, caladinho. Zeca vê o saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe algo:
- Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amiguinho Juca, e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu endereçado a ele. Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou.
O menino achou que seria uma brincadeira divertida e pôs mãos à obra. O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo.Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa. O pai que espiava tudo de longe, se aproxima do menino e lhe pergunta:
- Filho, como está se sentindo você agora?
- Estou cansado, pai. Mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa!
O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhoso lhe fala:
- Venha comigo até o meu quarto, quero é lhe mostrar uma coisa.
O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Só se conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos, todo o demais era sujeira pura.
O pai, então, lhe diz ternamente:
- Filho, você viu que a camisa no varal quase nem se sujou; mas olhe só para você. O mau que desejamos para os outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra e os resíduos e toda a fuligem ficam sempre em nós mesmos... Pensa sempre nisso.

Leilane Castro para Èiyélè Àiyé.