¿Una nueva era? Zapatazos a Bush, vítores a Obama

Clarinadas de esperanza que retumbaron en todo el mundo dieron la bienvenida al novel presidente de los Estados Unidos Barack Hussein Obama. Los memoriosos dicen que habría que retroceder al mítico John F. Kennedy para recordar a un ser humano que alcanza la presidencia de la nación más poderosa del planeta con tantas expectativas y en medio de tantas tensiones.

Allá era la Guerra Fría y la amenaza de una beligerancia nuclear que parecía a la vuelta de la esquina. Ahora son otros los desafíos que el mundo espera que este joven negro de carisma excepciona, pueda resolver para llevar paz, seguridad y bienestar a todos los rincones. Los países se desangran en una crisis económica sin precedentes desatada desde los propios Estados Unidos de Norteamérica, el terrorismo se expande como maléfico tumor y la pobreza y la desigualdad social parecen cada vez más grandes y profundas en una civilización que las ignora...

"-El mundo cambió" - dijo Obama. "-Nosotros debemos cambiar con él". Para agregar que "los desafíos que enfrentamos son reales. No serán vencidos fácilmente. Pero sepan una cosa: serán vencidos".

Obama tiene un pasado dedicado al voluntariado y a la acción social y ha sido testigo de la situación de pobreza de África a través de la lucha de su padre. Allí fue a abrevar para escribir su primer libro, llamado justamente Los sueños de mi padre. Las desigualdades, el hambre y la miseria no le son ajenos, y han sido uno de los motores de su vida.

Sobre la crisis expresó que "la economía de mercado, cuyo poder para generar riqueza y libertad no tiene rival (...) puede descontrolarse. Lo que se espera ahora de nosotros es una nueva era de responsabilidades".

Y sobre el terrorismo advirtió que "para aquellos que buscan avanzar en sus objetivos mediante el terror y la matanza de inocentes, les decimos que nuestro espíritu es más fuerte y no podrá ser quebrado: los derrotaremos". "Los pueblos," agregó, "juzgarán a sus líderes por lo que construyan, no sobre lo que destruyan".

Y terminó con una mención al sueño de Martín Luther King: "un hombre a cuyo padre hace menos de 60 años no le hubieran servido en un restaurante, puede presentarse hoy para prestar el juramento más sagrado".

Buena suerte, Presidente Obama.

La ducha ministerial


-¿Qué pretende usted de mí? (Frase habitual de la diva Isabel Sarli en casi todas sus películas, cuando un malón de machos enardecidos se le acerca codicioso generalmente cuando disfruta de sus rituales de baño -en ducha, piscina, playas, lagos, lagunas, charquitos o glaciares- del orbe y de la urbe)


Cada vez me preocupa más la pacatería rayana en la estupidez de mis compatriotas… Una foto tamaño carné de la cara de la Ministra del Interior Daisy Tourné demostrando el placer que le causa el agua de su ducha desató más incendios que los provocados en este comienzo de verano. Quienes me conocen saben que Tourné no es precisamente santa de mi devoción, pero el supuesto escándalo de esta foto me merece algunas reflexiones. Para comenzar, me sorprende que quienes se rasgan las vestiduras por esa fotito inocentona de una señora grande que sigue siendo una chiquilina en sus actitudes ignoren que la secretaria de estado se baña. Me sorprende doblemente porque mientras muchos de los crudos críticos pertenecientes a la burguesía vernácula riegan sus jardines a troche y moche aún en el actual plan de restricción de agua vilipendian a laTourné cuyo gasto es apenas el de una rápida ducha veraniega. Los ministros y ministras –uruguayos y uruguayas al decir del presidente Vázquez- ¿no tienen derecho a bañarse? ¿O a lo que no tienen derecho es a expresar el gusto que les causa el agua en estos tiempos de austeridad forzosa? Porque vamos, que no se ven lolas y colas como habitualmente se ven por tevé a cualquier hora, hasta en los programas de la mañana en los canales de aire, a cual más espantoso, aunque el de Teledoce se lleve la copa de oro a la pedorrería… Tourné sólo muestra su carota en una enorme sonrisa, el flequillo empapado sobre la frente, y el revestimiento de la ducha de marras en sólo tres o cuatro azulejos muy sencillitos, por cierto.


Parece mentira que cause tanto revuelo la foto de Tourné en Facebook en los mismos días en que el estado de Israel bombardeó los depósitos de la ONU donde se guardaba la ayuda humanitaria recogida por los países miembros. Al menos, Daisy usa el baño para ducharse y lo exhibe como prueba; no lo utiliza como otras ministras del continente para guardar en su botiquín un fajo de dólares de dudosa procedencia…

Veja só! Resistencia bahiana al "pare de sufrir"







Casa do Rei Oxalá
Liderança: Leodegario Mendes de Brito
Nação: Espiritual
Ano de fundação: 1939
Regente: Oxalá
Rua Cosme de Farias , 204
Cosme de Farias.
CEP: 40253-040. Tel: 3389-3323.

Reação à intolerância religiosa: diga não ao preconceito


III Caminhada pela Vida e Liberdade Religiosa reúne cinco mil pessoas emSalvador contra a intolerância e o preconceito.
Jamile Menezes Santos, Jornalista(Bahia)
jamyllem@hotmail.com
Foto: Wilson MilitaoEm meio a cerca de cinco mil religiosos do Candomblé dentre pais, mães, filhos e filhas de santo, duas senhoras começam a distribuir panfletos com mensagens bíblicas. Até então tudo respeitoso, até quando a distribuição começa a ganhar palavras de ordem: “Conheçam Jesus!”, ou “A religião de vocês é do Diabo, nosso Deus é bom! Confusão formada e logo apartada por algumas pessoas. Não bastando a manifestação discriminatória explícita, logo depois a agressão: da janela de uma casa alguém joga água sobre os religiosos que, vestidos de branco, pediam respeito ao culto dos Orixás. Essas manifestações de intolerância buscavam intimidar, sem resultado, os participantes da III Caminhada pela Vida e Liberdade Religiosa, realizada em Salvador no dia 25 de novembro.


A religião do Candomblé foi tema de muitas atividades durante o mês da Consciência Negra na capital baiana. As agressões motivadas pela intolerância das seitas evangélicas são vivenciadas cotidianamente por muitos Terreiros em Salvador, em especial nos bairros onde estas comunidades estão mais concentradas. “Aqui na minha comunidade (Itapuã), apesar de termos vencido a Igreja Universal na justiça por conta do crime cometido contra Mãe Gilda, ainda sofro perseguição por grupos de evangélicos. É só entrarem às lojas e as pessoas saem correndo, somos ofendidas na rua por estar trajando roupas religiosas. São ofensas todos os dias aqui, dirigidas a mim e aos filhos da Casa”, denuncia a ialorixá Jaciara Ribeiro, filha de Gildásia dos Santos, falecida em 2000 após perseguição sofrida por evangélicos. Seu caso ganhou repercussão nacional e se tornou referência no combate à intolerância na Bahia.

As manifestações públicas que exigem respeito aos rituais sagrados, à indumentária religiosa e, principalmente, aos Orixás, são uma forma de se chamar a atenção das autoridades para a gravidade das agressões sofridas pelos adeptos do Candomblé, na Bahia e no Brasil. Conhecer os direitos e saber o que é possível fazer em termos legais para assegurar a livre manifestação religiosa é fundamental: “Sem o conhecimento de nossa força, essência e nossa religião, não conhecemos o que nos é mais sagrado, que é nossa história. Isso nos fortalece”, afirmou Mãe Beata de Iemanjá, ialorixá doIlê Axé Omi Ojuarô (RJ), também presente na Caminhada em Salvador.


Combate e Mapeamento - Os agressores não se limitam às palavras e à pregação contra os deuses africanos. O desrespeito contra os adeptos do Candomblé também vem em atos de agressão mais diretos. “O que vemos são casos de ofensas e agressões mais individuais, partindo de alguns fiéis mais fanáticos. O que temos feito é apurado estes casos que chegam até a Promotoria, estreitando a relação com os líderes das igrejas evangélicas para que eles cooperem na eliminação desse comportamento indesejável de seus seguidores”, aponta Almiro Sena, da Promotoria de Justiça de Combate ao Racismo e Intolerância Religiosa. Este combate, inclusive, é um dos resultados esperados com a instituição do Programa de Valorização do Patrimônio Afro-Brasileiro, um produto direto do Projeto Mapeamento de Terreiros de Salvador, realizado pelo Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia (Ceao), em parceria com órgãos municipais em 2006.


Foto: Wilson MilitaoO Programa foi instituído pela lei 7.216 e sancionada pelo prefeito de Salvador João Henrique este ano. Com o Mapeamento foram cadastra-dos 1.161 Terreiros em Salvador, o que deverá servir de suporte para implementação de políticas públicas visando a qualidade de vida nestas comunidades, de acordo com a Secretaria Municipal de Reparação (SEMUR) Para tanto, ainda estão sendo esperados recursos que virão de parcerias estabelecidas pela Secretaria. “Essas políticas agora têm o embasamento legal para acontecer. Os próximos governos que vierem encontrarão agora uma legislação e não só mais uma demanda destas comunidades. Agora é política de Estado a valorização do patrimônio afro-brasileiro”, pontuou o secretário de Governo da Prefeitura, Gilmar Santiago. Com o Programa, fica instituído que Terreiros de Candomblé e a própria religião terão o reconhecimento enquanto patrimônio e que sejam encarados como tal pelos poderes públicos.


“Isso não é apenas um Mapeamento, é na verdade uma porta que se abre para a discussão sobre patrimônio afro-brasileiro que, historicamente, nunca teve uma política pública organizada e direcionada a sua valorização. Com esse diagnóstico, temos uma base de dados que nos possibilitará exigir políticas públicas de forma mais sistemática aos diversos órgãos”, explica o subsecretário da Reparação Antônio Cosme, que aponta as conseqüências desses resultados no combate direto à intolerância religiosa. “As comunidades de Candomblé sofrem uma perseguição sistemática por parte de diversas correntes evangélicas. Sabemos que não é à toa que elas abrem suas igrejas onde há um número expressivo de Terreiros e os dados mapeados irão nos auxiliar em muito no estudo de questões como estas, para que possamos garantir os direitos das comunidades”, diz Antonio Cosme.


Realidades de grande tensão semelhantes à de bairros periféricos tais como Paripe, no subúrbio de Salvador, terceiro em número de Terreiros - 40 ao todo - segundo o mapeamento. “Esse desrespeito está em todo lugar, nas tevês, rádios e, principalmente, em nosso cotidiano. Precisamos aprender mais sobre nossa religião para que possamos nos defender desses ataques. Eles sabem quem somos e em que acreditamos, mas insistem em vir pregar à nossa porta, tentar nos convencer de que o Deus deles é melhor. Aqui, acredito que só não atacam mais porque sei dos meus direitos e conheço minha religião. Sei até onde eles podem ir”, enfatiza o Babalorixá DaryMota, do Ilê Axé Torroundê, no bairro de Paripe.


Já em 2009 serão beneficiados 55 Terreiros em Salvador, com ações que envolvem a infra-estrutura e regularização. Os dados colhidos no Mapeamento de Terreiros em Salvador já podem ser acessados no endereço eletrônico www.terreiros.ceao.ufba.br. No site, há informações sobre localização, nome do dirigente, nação, ano de fundação e fotografias dos Terreiros, assim como sobre as ações que serão desenvolvidas em cada um deles.

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No dia 13 de janeiro de 2005, foi assinada sentença obrigando a Igreja Universal do Reino de Deus a indenizar os familiares da ialorixá Gildásia dos Santos, a Mãe Gilda, em pouco mais de R$ 1,3 milhão, por danos morais. Em 1999, o jornal da igreja Folha Universal, publicou uma foto da religiosa em matéria sob o título "Macumbeiros charlatões lesam o bolso e a vida dos clientes". Hoje, a sentença aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal. Confira de poimento da ialorixá Jaciara Ribeiro (filha de Mãe Gilda), do Axé Abassá de Ogum:


Ìrohìn: Qual o resultado da ação movida contra a Igreja Universal?

JB: Há oito anos conseguimos levar a Iurd ao tribunal. Hoje a decisão está no Supremo, em Brasília, pois eles alegam que não pagarão a indenização porque Mãe Gilda já faleceu. Eles não têm interesse em pagar para não dar visibilidade ao povo de santo e à derrota deles diante de nós.


Ìrohìn: O que a Sra. sente quanto a este caso?


JB: Infelizmente nossa religião ainda não tem um órgão qualificado para assessorar nosso povo e acredito ser muito uma questão política também. Não temos representação política que assuma a religião de fato e que lute por nós. Reconheço que só em ter levado eles ao tribunal já foi uma grande vitória. Mas sei também que muito ainda nos devem pela perseguição que passamos e sofremos todos os dias.


Ìrohìn: Algo mudou em sua comunidade após essa vitória?


JB: Hoje temos essa sistematização de igrejas pentecostais como um atestado da intolerância religiosa. Aqui no Abassá de Ogum tenho caminhado muito, falado muito sobre isso. Na verdade, damos mil passos, mas sentimos no final que é apenas um pela falta de crença que temos no poder do Estado em nos assegurar nossos direitos. Dia desses fui abordada por oito evangélicos de uma Igreja à qual pertence um dos que invadiram o Terreiro há alguns anos. Ameaçaram me evangelizar e me diziam que nada na minha vida daria certo por conta de minha religião. Temos passado momentos difíceis na comunidade. Vemos que o povo de santo está uma disposição maior para ir ás ruas, denunciar. Mas ainda é muito pouco diante do que a Emtursa e Bahiatursa vendem, que é a Bahia. Esse culto diário aos Orixás onde tudo é sagrado, é encanto, e atrai turistas. Nada disso se traduz em melhoria para nós. Temos que caminhar muito para mudar esse quadro. Quando vemos o outro xingar nosso Orixá de Diabo é muito desgastante para nós. Entristece, dá raiva. Temos oito anos nessa caminhada árdua e o que nos importa agora é que se há leis, que sejam cumpridas. Os outros têm que nos conhecer e respeitar e saber do crime que cometem ao agirem de tal forma.

Hoy 27 de noviembre


hace 24 años que los orientales escogimos volver a la democracia...

¡Que viva la República!

Lévi-Strauss cumple 100 años

El destacado antropólogo, uno de los intelectuales más relevantes del siglo XX y padre del enfoque estructuralista de las ciencias sociales, celebra un siglo de vida.


Javier Albisu, EFE

Claude Lévi-Strauss, uno de los intelectuales más relevantes del siglo XX, destacado antropólogo y padre del enfoque estructuralista de las ciencias sociales, que influyó de manera decisiva en la filosofía, la sociología, la historia y la teoría de la literatura, cumple cien años de vida. 
A pesar de su longevidad e intensa actividad intelectual desde antes de la Segunda Guerra Mundial, Lévi-Strauss - miembro de la Academia de Francia desde 1973 - goza de buena salud y se mantiene lúcido, como relató a la prensa el director del museo Quai Branly de París, Stéphane Martin, institución que alberga un teatro con el nombre del célebre antropólogo. 
Francés nacido en Bruselas el 28 de noviembre de 1908, este centenario humanista es hijo de un judío agnóstico de origen alsaciano que le educó en un ambiente artístico, aunque terminó cursando estudios de Derecho y Filosofía en la Sorbona de París. 

El autor de "Mythologiques" ejerció como profesor de esta última disciplina hasta que recibió una invitación de Marcel Mauss, padre de la etnología francesa, para ingresar en el recién creado Departamento de Etnografía. Fue así como despertó en Lévi-Strauss la curiosidad por una materia en la que desarrollaría una brillante carrera y que le ha concedido un "lugar preeminente entre los investigadores del siglo XX", explicó a Efe el profesor de Antropología Social de la Universidad Complutense de Madrid, Rafael Díaz Maderuelo. 

Su nueva vocación le llevó a aceptar un puesto como profesor visitante en la universidad brasileña de São Paulo, de 1935 a 1939, estancia que le posibilitó llevar a cabo trabajos de campo en el estado amazónico de Mato Grosso y en la Amazonía. Allí realizó estancias esporádicas entre los bororo, los nambikwara y los tupi-kawahib, experiencias que le orientaron definitivamente como profesional de la Antropología, campo en el que su trabajo aún hoy "sigue siendo válido para la mayoría de los antropólogos", señaló Díaz Maderuelo sobre el autor de "La Pensée sauvage". 

Tras regresar a Francia, en 1942 se trasladó a Estados Unidos como profesor visitante en la New School for Social Research de Nueva York, antes de un breve paso por la embajada francesa en Washington como agregado cultural.  De vuelta a París, fue nombrado director asociado del Museo del Hombre y se convirtió después en director de estudios en la École Pratique des Hautes Études entre 1950 y 1974, trabajo que combinó con su enseñanza de Antropología Social en el Collège de France, hasta su jubilación en 1982, al tiempo que dirigía el Laboratorio de Antropología Social. 

Hijo intelectual de Émile Durkheim y de Mauss, e interesado por la obra de Karl Marx, por el psicoanálisis de Sigmund Freud, la lingüística de Ferdinand de Saussure y Roman Jakobson, el formalismo de Vladimir Propp y un largo etcétera, es además un apasionado de la música, la geología, la botánica y la astronomía.

Las aportaciones más decisivas del trabajo de Lévi-Strauss se pueden resumir en tres grandes temas: la teoría de la alianza, los procesos mentales del conocimiento humano y la estructura de los mitos. 

La teoría de la alianza defiende que el parentesco tiene más que ver con la alianza entre dos familias por matrimonio respectivo entre sus miembros que, como sostenían algunos antropólogos británicos, con la ascendencia de un antepasado común.
Para Lévi-Strauss, no existe una "diferencia significativa entre el pensamiento primitivo y el civilizado", señaló Díaz Maderuelo, pues la mente humana "organiza el conocimiento en parejas binarias y opuestas que se organizan de acuerdo con la lógica" y "tanto el mito como la ciencia están estructurados por pares de opuestos relacionados lógicamente".

Comparten, por tanto, la misma estructura, sólo que aplicada a diferentes cosas.

Respecto a los mitos, el intelectual sostiene desde la reflexión sobre el tabú del incesto que el impulso sexual puede ser regulado gracias a la cultura. 

"El hombre no mantiene relaciones indiscriminadas, sino que las piensa previamente para distinguirlas. Desde ese momento ha perdido su naturaleza animal y se ha convertido en un ser cultural", comentó Díaz Maderuelo.

Para Lévi-Strauss las estructuras no son realidades concretas, sino más bien modelos cognitivos de la realidad que sirven al hombre en su vida cotidiana.
Las reglas por las que las unidades de la cultura se combinan no son producto de la invención humana y el paso del animal natural al animal cultural -a través de la adquisición del lenguaje, la preparación de los alimentos, la formación de relaciones sociales, etc.- sino que siguen unas leyes ya determinadas por su estructura biológica. 





¡Pobre Patricia Janiot!


El domingo pasado hubo elecciones estaduales en la República Bolivariana de Venezuela, donde con masiva presencia electoral se eligieron autoridades. El candidato a presidente vitalicio hizo una lectura muy particular y propia de los resultados en los que utilizó cuarenta minutos por reloj para responder una simple pregunta a Patricia Janiot de la cadena CNN durante la conferencia de prensa, seguro que iba "en vivo" a las pantallas de todo el mundo... 
Mientras tanto, el precio del barril de crudo sigue bajando. 

Giro político / Se recorta el poder de Hugo Chávez

La oposición gana terreno en Venezuela

Pese al triunfo oficialista en 17 de los 22 estados en juego, el chavismo perdió en cinco de las gobernaciones más ricas y pobladas.

La oposición gana terreno en Venezuela
El festejo de la oposición en la ciudad de Maracaibo Foto: AP

CARACAS.- A casi un año de su primera derrota en las urnas, el presidente Hugo Chávez sufrió un triunfo agridulce en los comicios regionales celebrados anteayer en Venezuela, en los que la oposición logró un fuerte avance y ganó en los estados más poblados y ricos del país.

Pese a que el oficialismo triunfó en 17 de los 22 estados en disputa, la oposición se alzó con cinco gobernaciones, que juntas concentran el 70% de la actividad económica nacional, y con la alcaldía de Caracas, cuyo intendente ocupa el segundo cargo político más influyente en Venezuela después del presidente.

Gracias a estos triunfos, el 45% de los 28 millones de venezolanos serán gobernados a nivel regional por la envalentonada oposición, que proclamó sus victorias como un sólido rechazo al proyecto socialista que impulsa Chávez, cuyo mandato finalizará en 2013.

"El mapa político de Venezuela ha comenzado a cambiar", resumió Manuel Rosales, gobernador saliente del estado petrolero de Zulia, que se consolidó como bastión opositor pese a la intensa campaña que Chávez desplegó en esa región.

Contabilizado un 95,6% de las mesas, el Consejo Nacional Electoral (CNE) informó ayer que los candidatos del Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV), fundado por Chávez en diciembre de 2006 para aglutinar a sus seguidores, ganaron en 17 estados, casi todos con baja densidad poblacional y con una base agropecuaria, mientras que la oposición le arrebató al oficialismo las gobernaciones de Miranda, el industrial Carabobo y el fronterizo Táchira y conservó las de Zulia y Nueva Esparta.

La gran sorpresa de la noche electoral, sin embargo, fue el triunfo del candidato opositor Antonio Ledezma en la alcaldía de Caracas frente a Aristóbulo Istúriz, una de las figuras más emblemáticas y populares del PSUV, por siete puntos porcentuales (52% contra 45%).

El oficialismo también sufrió un revés contundente en el populoso y rico estado de Miranda, cuyo gobernador Diosdado Cabello, considerado la mano derecha de Chávez, fue derrotado por el opositor Henrique Capriles por 52,5 contra 46,6% de los votos.

Estos triunfos suponen un claro avance de la oposición -que en los comicios de 2004 sólo había cosechado dos estados-, con la que Chávez deberá, a partir de ahora, empezar a dialogar. El mandatario además, que había sugerido que dependiendo de los resultados podría volver a proponer la reelección presidencial ilimitada, deberá también reconsiderar esa propuesta que fue rechazada dentro de un proyecto de reforma constitucional sometido a referéndum en diciembre de 2007.

Los grandes derrotados de la jornada, en tanto, fueron los disidentes del chavismo, los partidos Podemos y Patria Para Todos (PPT), que no ganaron ninguna de las cuatro gobernaciones en las que se postularon por su cuenta luego de distanciarse del PSUV.

Según los analistas, el alto costo de vida, con una inflación galopante que ronda el 25%, la gran inseguridad, el enorme déficit habitacional y las carencias del Estado para dar servicios básicos son algunos de los motivos que explican los resultados de los comicios.

Una "gran victoria"

Pese a que durante la campaña había advertido que consideraría una derrota "perder por lo menos tres gobernaciones", Chávez se felicitó anteanoche por la "gran victoria" de su partido, que, según dijo, ratificó el camino de la "construcción del socialismo".

"Es una gran victoria del PSUV, que ratifica el camino de la construcción del socialismo, y nosotros nos encargaremos de profundizarlo y extenderlo. El pueblo me está indicando: «Chávez, sigue por el mismo camino, el del socialismo bolivariano, la revolución bolivariana»", declaró el mandatario que recorrió frenéticamente el país haciendo campaña para apoyar a sus candidatos y convirtió las elecciones en un plebiscito sobre su gestión, al afirmar que lo que se dirimía en los comicios era el futuro de su "revolución socialista".

Chávez, en el poder desde 1998, se congratuló, además, del histórico nivel de participación, que superó el 65% del electorado, todo un récord para unos comicios regionales en Venezuela, y felicitó a la oposición por sus victorias.

"Quiero felicitar a los triunfadores de los partidos de la oposición. Yo reconozco su victoria y les hago un llamado al más alto compromiso democrático. Ojalá gobiernen con honestidad, respeto al gobierno nacional y a las instituciones", pidió Chávez, que durante la campaña había amenazado con sacar los tanques a la calle si los opositores obtenían gobiernos clave como Miranda, Zulia o Táchira.

Los candidatos ganadores de la oposición por su parte expresaron su disposición a trabajar con el gobierno y afirmaron que las acusaciones lanzadas durante la campaña son parte del pasado.

"Nuestro llamado al gobierno nacional, vamos a trabajar con mucho optimismo y con mucha vocación. Quiero felicitar a todos los alcaldes que resultaron elegidos, sin importar su tendencia política", afirmó el gobernador electo del estado central de Miranda, Henrique Capriles.

Agencias AP, AFP, DPA, EFE y Reuters 

Los derechos humanos empiezan por casa

No a la violencia doméstica.
Hoy es el Día Mundial contra la Violencia Doméstica hacia la Mujer

Cada 25 de Noviembre, desde 1981, se conmemora a nivel mundial el Día Internacional por la No Violencia contra las Mujeres. La fecha responde al asesinato de las tres hermanas Mirabal a manos del régimen dictatorial de Rafael Trujillo, en República Dominicana.

La historia de la mujer es, casi en su totalidad, la historia de la violencia contra la mujer. El nuestro es un mundo en el que el machismo ha dejado desde siempre su marca de sangre y opresión. Y no hay que gozar de demasiadas luces para imaginar quiénes han sido sus principales víctimas (aunque no las únicas) En este contexto, me atrevo entonces a transcribir un fragmento del texto que leyera la periodista Liliana Daunes, del día sábado 22 de noviembre de 2008, en su habitual columna de Marca de Radio y cuyo audio completo pueden escuchar en el sitio del programa. Dice la Daunes:
"Yo soy María Soledad, violada y asesinada en Catamarca; Teresa Rodríguez, muerta cuando reprimían un piquete allá en el sur; Sandra Cabrera, asesinada en Rosario; Liliana Tallarico, asesinada en La Plata. Soy las mujeres de Juárez. Soy todas las asesinadas por odio. También soy Romina Tejerina, presa y reprimida en Jujuy. Y Claudia Sosa de Mendoza y Etelvina y Patricia y la "Galle", presas. He sido violada por Hoyos en Salta. Soy Elly Díaz, violada por Benavidez en Córdoba. Soy Leila y Patricia, violadas y asesinadas en Santiago del Estero. Soy las mujeres asesinadas en Mar del Plata; la trabajadora violada en el ANSES; las niñas violadas en el Congreso. Soy María (me violó mi papá). Soy Marita, Vanesa, Lidia, Fernanda, Andrea y tantas secuestradas para el tráfico sexual en La Rioja, Tucumán, Córdoba, Corrientes, Río Gallegos, La Pampa... Soy las abusadas por los curas del poder. Soy las originarias desterradas de sus casas. Soy las wichis desnutridas. Soy la beba que no llegó al hospital. Soy la niña de once años violada y embarazada porque no hay ley que nos ampare. Soy una africana sin clítoris; una musulmana que pueden lapidar; una colombiana desplazada expuesta a la violencia paramilitar. Soy una mujer estéril por un aborto mal practicado. Soy aquella que murió tras un aborto clandestino. Soy Ana María Acevedo (me dejaron morir en un hospital de Santa Fe). Yo soy la castigada, la invisible, soy la maltratada. ¿Quién ha cavado estos agujeros? ¿Quién ha roto mi mirada? ¿Quién ha desoído mi respiración de espanto? ¿Quién ha cortado, golpe a golpe, los pedazos que me arman? Me repliego muda. Las palabras vuelan lejos. No las sujeto, como si me esquivasen desde el principio de los siglos. Palabras vacías que se deletrean sonido a sonido perdiendo su significado. Como toda criatura marginada, expoliada, espiada y exiliada, me quedo sin lenguaje. Entonces recuerdo que existe el grito. Que puedo gritar 'soy mujer, travestí, transexual, lesbiana, intersex, boliviana, negra, musulmana, inmigrante, pobre, oprimida'... Soy la que está HARTA, la que se rebela, la que se organiza, la que quiere cambiar las relaciones sociales, la que quiere desterrar la injusticia, la que lucha contra el patriarcado" .

Yo sabía que la Daunes no me podía fallar, que tendría la palabra justa para una conmemoración como esta. Sin embargo, a pesar de la fugaz mención, tampoco en su discurso estuvieron lo suficientemente presentes otras mujeres que junto a muchos hombres también son víctimas de esta sociedad machista que las margina, las expolia, las espía y las exilia.

Ellas saben muy bien qué es la violencia. Lo saben ya desde la escuela primaria, cuando sus compañeritos se burlan de su diferencia. Lo saben mucho mejor el día en que toman la decision de asumir quiénes son en realidad y sus papás les dicen que ya no pueden seguir viviendo bajo su mismo techo.

En la calle se dan cuenta de que su decisión fue, cuando menos audaz y que ciertas audacias se pagan con el cuerpo. Que para la sociedad ellas no son ellas, que para la sociedad cuenta más lo que dice el DNI que el grito sordo de sus sentimientos más profundos.

El odio tiene muchas caras y, en sus casos, el odio se les presenta día a día en el rostro de aquellos que se niegan a llamarlas por su nombre y se empeñan en recordarles el nombre de ese ser de fantasía que existe solamente en sus partidas de nacimiento. El odio también se camufla detrás de la sonrisa que les niega un trabajo formal, del médico que las interna en la sala equivocada o del que directamente se niega a asistirlas como corresponde. Está presente en la televisión, la radio, las revistas o cualquier otro medio o persona que se burle de lo que ellas son. O cuando las señalan por miedo a alguna peste.

Pero sobre todo el odio se muestra libre de caretas en el uniforme del policía que se las lleva presas con la excusa de la prostitución; en el puño de quien las persigue, las golpea, las tortura y las asesina; en la mirada de aquellos que las condenan a sobrevivir y a morir sin reconocer su dignidad.

En definitiva, el odio asume fatalmente la imagen del olvido.

Y ya sé que al leer estas líneas, no faltará quien sonría con sorna restándole valor a mis palabras, negándoles a estas mujeres (una vez más) su carácter de tales. A esas personas las invito a hurgar más allá de lo heredado, a cuestionar cuántas verdades se nos dieron hechas. En la medida en que pueda darse cuenta de que ser mujer es mucho más que tener una vagina, podrá también sentir el alivio de que ser varón es mucho más que tener un pene.
(Aporte de mãe Noelia Luna, Buenos Aires, Argentina)