Nada nuevo bajo el sol

El médico inglés Ronald Gibson, comenzó una conferencia sobre conflictos generacionales citando cuatro frases:

1) 'Nuestra juventud gusta del lujo y es mal educada, no hace caso a las autoridades y no tiene el menor respeto por los de mayor edad. Nuestros hijos hoy son unos verdaderos tiranos. Ellos no se ponen de pie cuando una persona anciana entra. Responden a sus padres y son simplemente malos'.

2) 'Ya no tengo ninguna esperanza en el futuro de nuestro país si la juventud de hoy toma mañana el poder, porque esa juventud es insoportable, desenfrenada, simplemente horrible.'

3) 'Nuestro mundo llegó a su punto crítico. Los hijos ya no escuchan a sus padres. El fin del mundo no puede estar muy lejos'

4) 'Esta juventud esta malograda hasta el fondo del corazón. Los jóvenes son malhechores y ociosos. Ellos jamás serán como la juventud de antes. La juventud de hoy no será capaz de mantener nuestra cultura'

Después de éstas cuatro citas, quedó muy satisfecho con la aprobación que los asistentes a la conferencia daban a cada una de las frases dichas. Recién entonces reveló el origen de las frases mencionadas:

La primera es de Sócrates (470- 399 a.C.)
La segunda es de Hesíodo ( 720 a.C.)
La tercera es de un sacerdote chino del año 2.000 a.C.
La cuarta estaba escrita en un vaso de arcilla descubierto en las ruinas de Babilonia (actual Bagdad) y con más de 4.000 años de existencia...

Todos los viernes bàbá Alfredo Echegaray envía chistes y curiosidades a sus amigos para desearles un buen fin de semana. Este es uno de ellos.

Alcione Nazaré: la desgarrada voz de Maranhao

Alcione recorre 33 años de carrera


La sambista brasileña Alcione Nazaré, conocida como "Marrom", presentará el viernes 23 de mayo a las 22:00 en el showroom Copacabana del Hotel Conrad Punta del Este un espectáculo con los mayores éxitos de su carrera.

Compositora, instrumentista y fervorosa simpatizante de la escola de samba "Mangueira", Alcione Nazaré vive un momento especial de su carrera desde que debutó con el LP "A voz do samba" en 1975 y siguió con un disco lanzado por año. Luego de su primer éxito "Não deixe o samba morrer", han sido muchas las canciones consagradas en la voz de esta artista oriunda de Maranhão, como: "Sufoco", "Gostoso veneno", "Rio antigo", "Nem morta", "Garoto maroto", "Delírios de amor", "Depois do prazer" y "Estranha loucura", entre otras.

Numerosos discos de oro y varios de platino ubican a "Marrom", como es conocida en su país, como una de las intérpretes de la música brasileña realmente populares que no se conformó con cantar sólo samba sino que incursionó en otros géneros con igual suceso.De ahí que pudo darse el lujo de elegir para su último trabajo, "De tudo que eu gosto", un repertorio totalmente inédito que mezcla temas de nuevos compositores con los de grandes nombres del Brasil como Gilberto Gil con "Entre a sola e o salto" y Homero Ferreira con "Marcas do passado".

También se incluyen el samba "Mangueira é mãe", el afro-samba "Laguidibá", los románticos "Perdeu, perdeu", "Como da primeira vez" y "Eu te procuro", el reggae "Guiné, Guiné" y el forró "Agarradinho".

Pretos-velhos

Por Rodrigo Queiroz
Ditado por Pai João de Angola

O balanço do navio ainda enjoava. Não sei o que mais enojava, se era o balanço do navio ou a visão mórbida de tantos corpos de meus confrades empilhados e já sem vida. Se o mau cheiro e a falta de espaço ou ainda os grilhões que nos prendiam.
Triste sorte, quem são estes animais hominídeos que nos amarravam, batia e subjugava.
Zâmbi estaria revoltado conosco? Ou os Orixás se esqueceram de seu povo? Pensando assim é que muitos dos nossos não puderam se aproveitar da oportunidade em viver a escravidão. Processo este que se por um lado mancha a história da humanidade, por outro, “lavou a alma” de milhares de espíritos que na carne sentiu o gosto amargo da prestação de contas com o Criador.
Todos sabem que quando os africanos foram escravizados, a Igreja logo tratou de justificar isso tirando nossa alma, assim fizeram com nossos irmãos indígenas. Claro, é mais fácil arrancar-lhe a alma ao ter que conviver com a consciência.
Não vou aqui estender aos interesses dos colonizadores ou acusa-los. Vou tentar mostrar o lado bom desta sangrenta moeda. Acontece que na Mãe África as coisas não iam tão bem quanto parece nos contos. Nosso povo era bem desenvolvido, no entanto totalmente dirigido pelo mito, este que ditava nossas diretrizes ou nele é que justificávamos nossos atos. Atos estes nada bons.
É certo que o homem tem necessidade de conquista e expansão. Diferentemente
dos índios, nos digladiávamos em busca de riquezas e poderio, o que é pior, justificando como vontade dos Orixás, foi assim que a tribo de Ogum, formado por homens geneticamente mais avantajados pontificou este Orixá como o Senhor das Guerras e da Milícia...
Neste sentido o povo africano estava se distanciando da vida natural ou da conservação da vida, não foi diferente com nossos irmãos ocidentais que jogaram a culpa em Jesus e saíram conquistando terras pela lâmina da espada; bem, mas isso é dívida deles.
Com a escravidão, nós tivemos a oportunidade de nos reconhecer como semelhantes, uma vez que a rincha em tribos era feroz. Subjugados tivemos tempo para pensar em nossos atos, fazer brotar a humildade, simplicidade, resignação e principalmente o amor á vida. Todavia, para os companheiros que chegaram nesta conclusão entendo que cumpriu com o propósito Divino, porém não foi simples assim, muitos outros milhares caíram no ódio, vingança e toda sorte de sentimentos contrários a evolução necessária.
Perdoar o seu algoz talvez seja a chave mais certa para a iluminação!
Sabedoria, eis o que simboliza a Linha dos Pretos Velhos, mas saiba leitor, esta sabedoria só existe pela vivência, por experiência, não se compra, não se lê, simplesmente se vivencia.
Humildade, sentimento este simples de entender. Se coloque como parte do meio que você vive. Ao invés de querer ser expoente, ou líder, ou coisa do tipo, procure somar, contribuir para solidificar. Veja o Brasil, a fama da construção deste país recai nos ombros dos Europeus que casa alguma teria erguido sem os braços negros do nosso povo. A meu ver mais vale o que é concreto do que é falácia.
Já no Astral o povo africano que tinha se redimido de seus débitos milenares e já com a “alma lavada” foi convocado pelos Mestres da Luz a formar a linha de trabalho espiritual em auxílio dos encarnados; surge assim o Grau Preto Velho, onde se assentou o nativo africano, que pontificava paralelamente com o grau Caboclo, enquanto os índios traziam a jovialidade, determinação e pureza natural, nós contribuiríamos com o culto aos Orixás bem organizado. Com a experiência do ancião e a mandinga que cura e afasta todo mal.
Desta forma iniciava um entrosamento perfeito e renovado no Astral que sustenta tantos encarnados nas mais variadas religiões. Assim é o arquétipo da linha dos africanos, baseado no ancião, no simples e sábio.
Estamos à disposição daqueles que apesar do coração oprimido ainda se permite acreditar sem perder a fé e a esperança, levar graça aos desgraçados amor aos desiludidos. Mantemos o rótulo do velho arcado, para que assim possamos nos aproximar dos amedrontados, pois se a primeira vista não apresentamos perigo, rapidamente sentam em nosso colo. Somos os Pais Velhos, Pretos Velhos, Africanos, Saravá o Orixá!

Nota do Autor Físico: Finalizando este texto me lembro de um ponto que traduz esta linha “A Umbanda é linda pra quem sabe trabalhar; quem não pode com mandinga não carrega patuá!”

Este relato apresenta claramente o que a escravidão significou para nossos irmãos africanos. Claro que não justifica nada, tampouco deve parecer uma concordância com este tenebroso passado, penso que a lição para nós é simples, pois este Preto Velho tenta nos mostrar que do mais pesado fardo, da mais profunda dor, do mais confuso tumulto é a oportunidade de tirarmos lições capazes de nos colocar em outro patamar evolutivo e amadurecer a alma o coração.
Pense nisso!

Assentamento:
01 Alguidar cheio de café grão;
01 pedra turmalina negra,
01 pedra ametista;
Fumo em corda;
21 contas de lágrimas de Nsrª;
01 Cachimbo com fumo;
01 vela 7 dias bicolor branco/preto;
01 xícara com café;
01 xícara com vinho tinto;
Incenso de guiné.


Dentro do alguidar, no meio coloque a vela. Do lado direito coloque a turmalina e do esquerdo a ametisa, circule com as contas e o pedaço de fumo em corda coloque onde quiser. Tudo isso dentro do alguidar.
Do lado de fora ficam as xícaras.
Toda semana acenda ao menos uma vela palito bicolor branco/preto. Na ocasião
troque o líquido, pode permanecer no máximo 15 dias. Sempre que fizer esta firmeza semanal, pegue o cachimbo e dê três baforadas,concentrado nos pedidos e orações.

Oração de assentamento:

“Divino Criador, Divinas Forças Naturais, Divinos Orixás, neste momento vos evoco e peço que imantem este assentamento, consagrem e o tornem um portal por onde os pretos velhos do astral possam se manifestar, servindo de minha proteção e chave de acesso aos africanos de acordo com o meu merecimento. Peço que a força dos africanos esteja presente e receba minhas vibrações.”
Ps.: Este é um assentamento universal para a linha de Preto Velho, que pode ser consagrado a um Preto Velho específico ou deixar aberta de forma universal. Faça isto com fé e amor, terá ótimos resultados. Yaô meu Pai!

Fonte: este texto faz parte da apostila que compõe o material de estudos do curso Arquétipos da Umbanda, desenvolvido e ministrado por Rodrigo Queiroz.
BLOG: www.rodrigoqueiroz.blogspot.com

Criação

“Olodumare-Olofim vivia só no Infinito,
cercado apenas de fogo, chamas e vapores,
onde quase nem podia caminhar.
Cansado desse seu universo tenebroso,
cansado de não ter com quem falar,
cansado de não ter com quem brigar,
decidiu pôr fim àquela situação.
Libertou as suas forças e a violência
delas fez jorrar uma tormenta de águas.
As águas debateram-se com rochas que nasciam
e abriram no chão profundas e grandes cavidades.
A água encheu as fendas ocas,
fazendo-se os mares e ocêanos,
em cujas profundezas Olocum foi habitar.
Do que sobrou da inundação, se fez a terra.
Na superfície do mar, junto à terra,
ali tomou seu reino Iemanjá,
com suas algas e estrelas-do-mar,
peixes, corais, conchas, madrepérolas.
Ali nasceu Iemanjá em prata e azul,
coroada pelo arco-íris Oxumarê.
Olodumare e Iemanjá, a mãe dos orixás,
dominaram o fogo no fundo da Terra
e o entregaram ao poder de Aganju,
o mestre dos vulcões, por onde ainda respira
o fogo aprisionado, o fogo que se consumia
na superfície do mundo, e eles apagaram.
E com suas cinzas Orixá Ocô fertilizou os campos,
propiciando o nascimento das ervas, frutos,
árvores, bosques, florestas,
que foram dados aos cuidados de Ossaim.
Nos lugares onde as cinzas foram escassas,
nasceram os pântanos e nos pântanos a peste,
que foi doada pela mãe dos orixás ao filho Omulu.
Iemanjá encantou-se com a Terra
e a enfeitou com rios, cascatas e lagoas.
Assim surgiu Oxum, dona das águas doces.
Quando tudo estava feito
e cada natureza se encontrava na posse
de um dos filhos de Iemanjá,
Obatalá, respondendo diretamente às ordens de Olorum,
criou o ser humano.
E o ser humano povoou a Terra.
E os orixás pelos humanos foram celebrados.”

De Mitología dos Orixás
Reginaldo Prandi

Ìyá Chata de Òsun -ìgbà e-


Entrañable documento datado en 1994 donde se ve a ìyá Idolvina Osório -mãe Chata- hermana carnal de ìyá Hipólita -mãe Teta de Osànlá- junto a su hijo el babalorisha Omar Bolla de Òsun, hoy awo Ifágbamìlà Aworeni.

Mãe Chata era llamada así porque siempre parecía disgustada, pero lo cierto es que era una persona amable y educada una vez se cercioraba de las intenciones de su interlocutor/a.

Siempre resalto que su labor sacerdotal mereció haber tenido más hijos con la devoción y amor a su persona como los que ha tenido y tiene pai Omar. Lamentablemente, el respeto a las raíces es una asignatura cada día más descuidada y/o ignorada.
Poco tiempo después del deceso de la ìyá tuve en casa de visita a bàbá Omar y todavía recuerdo con emoción el mensaje que recibiera de seguir adelante en su camino religioso. Sé que desde Òrun ìyá Idolvina continúa bendiciendo a un hijo que jamás la defraudó, ni siquiera en esos duros momentos de devolverla a la tierra, al río, al aire y al fuego que formaban parte de este ser inolvidable.

Revista Búzios

La revista Búzios que se edita en Montevideo con gran esfuerzo, es un emprendimiento loable del pai Alejandro Morales de Shangó. Una cuidada selección de textos generalmente acercada por sacerdotes y sacerdotisas vernáculos que se imprime en un excelente papel con tapas y centrales satinadas, a todo color, vendida a un precio absolutamente accesible. Me consta personalmente el trajín de pai Alejandro para dar a imprenta los artículos y avisos a tiempo para poder sacar su revista una vez al mes, hecho que realmente es un trabajo titánico. Considero que vale la pena adquirir un ejemplar de Búzios y difundir este material reunido por verdadero amor a nuestras diversidades religiosas. Hay en cada ejemplar mensual textos sobre umbanda, kimbanda, batuque, culto a Ifá tradicional y cubano, santería y palo mayombe. Es decir, el mercado simbólico de las religiones de origen afro bastante representado por cultores de cada rama. Hago votos para que el pueblo religioso tome en consideración esta publicación y pueda encontrar en cada número un dato buscado o la simple respuesta a sus interrogantes. Entre los proyectos inmediatos de pai Alejandro está la de hacer una edición rioplatense, con noticias de ambas márgenes del Plata y la reseña de eventos de interés social y religioso no sólo de Montevideo sino también de Buenos Aires. El carisma personal de este sacerdote y la buena acogida que su idea ha tenido entre grandes personalidades de nuestras variantes en Argentina augura únicamente lo que él merece: éxito.
Tengo por pai Alejandro un gran aprecio que ha ido creciendo a través de los años, me constan su dedicación, su devoción y su responsabilidad a la hora de representar con dignidad a su raíz religiosa; me ha acompañado generosamente en los buenos y en los no tan buenos momentos, por lo que me demostró fehacientemente el valor de la palabra amistad que a veces pronunciamos muy a la ligera. Por este motivo les presento -a quien no le conoce- a un amigo de ley y a un sacerdote de fundamento que está cumpliendo una encomiable labor para nuestra religión a través de su revista. Larga vida a Búzios, un material que puede y debe seguir creciendo.

El ritual ìjèsà


Proveniente en su origen de la región de Ilésa –hoy Estado de Òsun- en Nigeria, es uno de los “lados” o “naciones” nagô del batuque gaúcho. En efecto, cuando decimos “nagô” no decimos otra cosa que “yòrùbá”, porque “nagô” era la manera de los franceses de designar a todos aquellos individuos que hablasen “anàgonu”, el lenguaje ceremonial de los yarriba o yòrùbá. Decir “nagô” pues, es decir genéricamente “yòrùbá”, y muchas de estas etnias se han plasmado de algún modo en los rituales del batuque. Entonces, cuando nuestra intención es dar fehacientemente un origen familiar, decimos “nagô Oyó”, “nagô Ire”, “nagô Ijesha”, etc. Y la expresión “jèje” también resulta imprecisa: hay “jèje popo”, “jèje mina” y “jèje marrin –o mahi-“; de modo que convendría para ser exactos en el hablar renunciar a los genéricos “nagô” y “jèje” sustituyéndolos por el lado del que proviene nuestra bacía. Por otro lado, ya los especialistas brasileños en Etnoantropología han descartado el antiguo binomio “jèje-nagô” para definir las religiones afrobrasileñas dedicadas al culto de los orisha ya que obviamente si son jèje, van a rendir culto a los vodun de su pueblo, incluyendo en este elenco a algunos orisha de diversas procedencias –siempre yòrùbá, claro, pues son “òrìsà” y sólo los yòrùbá cultúan orisha- pero asentados, tratados y servidos como vodun “extranjeros”; y si son nagô hacen exactamente lo mismo, asentando, tratando y sirviendo vodun como si se tratase de sus propios orisha. De allí que antiguos vodun que aún hoy reciben culto como tales entre sus paisanos originales, sean objeto de culto entre los yòrùbá como si se tratase de divinidades propias -Sàkpata, Lépon, Sogbo, Averekete, o Nàná son ejemplo de esto- mientras que en la famosa y tradicional Casa das Minas en Maranhão se recibe respetuosamente a toda una serie de divinidades “nagô” que no se comunican oralmente con los adeptos “para no traicionar los secretos y fundamentos de su pueblo”, como consignan los profesores Sérgio Ferretti y su esposa Mundicarmo da Rocha Ferretti. Es casi seguro que cuando se habla de “sincretismos” olvidamos los internos y los posiblemente anteriores a la trata esclavista dentro de la propia África, producidos en el constante contacto de los pueblos cercanos ya sea por razones culturales, económicas o de beligerancia.

Pero no vamos a ir mucho más allá en este análisis, ya que fuimos invitados a describir únicamente las particularidades de la nación ritual o lado que seguimos, la ijeshá. Esta nación reconoce a la divinidad del agua dulce, Òsun, como su patrona, es decir, su “antepasada mítica”, aunque un batuquero de gran prestigio como el finado Pedro de Yemanja sostenía que también Shangó era “padroeiro do Jexá”. Esta modalidad ritual puede reconocerse por el orden secuencial de los orisha a ser reverenciados:

Bàrá – Ògún – Oyá – ngó – Ode y Otin – Oba – Òsònyin – npònnòn – Ìbèjì - Òsun – Yèmoja – Òsànlá

Reconoce también otras divinidades independientes como Nàná, generalmente asociada a los ashé de reza u orin de Yèmoja y Lògún –cazador/pescador hijo de Òsun con Ibùalamò – así como a Òrunmìlá, divinidad del Oráculo que ha sido integrado a los “pasajes” de Òsànlá aunque sus funciones y características sean absolutamente excluyentes ya que no se trata de una divinidad de posesión.

Otra característica de este lado son las “pancadas” o padrones rítmicos que se asocian a las melodías y a los textos que componen los ashé de reza. Esta impronta sonora añadida a la danza que gestualiza los mitos de los orisha es quien provoca la comunicación de los mismos con sus iniciados a través del trance u “ocupación”, ya que se entiende que el orisha personal no es un elemento exterior adquirido sino innato, y por tanto no “se incorpora” sino se asume “ocupando” la personalidad reconstruida del orisha la mayor faja posible de conciencia.

Estas “pancadas” guardan correspondencia con los orisha al punto que algunas de ellas son exclusivas, permitiendo la relación divinidad/humano aun sin haber participación de melodía o texto cantado, únicamente “padrón rítmico”. Ejemplo claro son el “alòjà” de ngó, el “agèré” de Oyá y el “ìgbìn” de Òsànlá. Hay sin embargo otras que son comunes a dos o más orisha –“toboriné”, “ayàgbá”, “odã” y el “olókorí” (que podría decirse es el ritmo de esta nación por excelencia, ya que pertenece a Òsun y a Obokun, la versión étnica de Òsànlá)- una que es común a todos – el “jèje”- y otra para casi todos, pues excluye a los Ìbèjí, a Yèmoja y a Oba: el “are”.

El repertorio de esta modalidad ritual configura un modelo de música sacra diferenciado de los otros “lados” –las demás naciones que aportaron sus modelos culturales al batuque- aunque esto no implica que no puedan ocurrir diferencias o similitudes entre casas de otro lado cualquiera, lo que demuestra la normal apropiación de ashés de reza que se produce en el ámbito religioso. Quizá esto se deba a la carencia general de tamboreros propios que tienen las casas de nación, debiendo contratar los servicios de profesionales que pertenecen a otras tradiciones culturales, así como también a las “preferencias” o “gustos” de un líder que escuchó en una casa un determinado ashé que le pareció bonito y comenzó a aplicarlo en la propia sin tener en cuenta que podría pertenecer a otro acervo.

Las diferencias en cuanto a la “feitura” de los orisha dentro del pèji suelen ser mínimas y referirse mucho más a los “enfeites” de las vasijas sagradas que a particularidades propiamente dichas. Sin embargo, podemos señalar que algunos detalles en el color de los animales votivos, en el criterio seguido para armar los collares sagrados y en el cuidado de las quartinhas pueden resultar significativos a la hora de describir los lugares comunes de este “lado” del batuque. A modo de ejemplo, el lado ijesha difícilmente ofrece animales enteramente blancos para ìyá Oba –y en el caso de aves usará preferentemente gallinas “polacas”- el criterio de los materiales empleados para enhebrar las guías se ajustará al elemento primordial del orisha –fuego y tierra/loza, aire/porcelana, agua/vidrio transparente de color o no- y las moringas serán vaciadas semanalmente de su agua sin posibilidad de “rellenarlas”.

Publicado originalmente por la Revista "Búzios" número 8, editada por pai Alejandro Morales de Shangó.