Oxumarê, o Arco-Íris


Oxumarê, o Arco-Íris
REGINALDO PRANDI



"Na antiga África negra, em tempos imemoriais, vivia Oxumarê, filho de Nanã, a mais antiga das mulheres. A beleza de Oxumarê era admirada por todos, que invejavam o luxo de suas roupas coloridas. Um dia a chuva resolveu castigar a Terra; os rios se encheram, as doenças se espalharam e os animais começaram a morrer afogados. Oxumarê, que não tinha muita simpatia pela chuva, cortou o céu com seu punhal de prata e a fez parar. Desde então, toda vez que isso acontece, ele pode ser visto enfeitando o céu, sob a forma de um arco-íris".

Essa e outras histórias, como a do caçador de elefantes que virou um rio e a da mulher que se transformava em búfalo, foram trazidas para o Brasil pelos escravos.

Oxumarê, o Arco-Íris completa a trilogia sobre mitologia dos orixás para crianças e jovens, iniciada com Ifá, o Adivinho, seguida por Xangô, o Trovão. O novo livro traz aventuras de personagens míticos como Iansã, Exu, Ogum e Iemanjá, que fazem parte do patrimônio cultural que o Brasil herdou da África. As histórias narradas nos três volumes baseiam-se no livro Mitologia dos orixás, publicado em 2001 pela Companhia das Letras.